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Hezbollah acusa Twitter de suspender contas por "pressão política"

02 de novembro de 2019 às 21:29

O movimento xiita Hezbollah, que está representado no governo e no parlamento, é classificado como uma organização terrorista pelos Estados Unidos desde 1997.

O canal de televisão do movimento xiita libanês Hezbollah, Al-Manar, acusou este sábado o Twitter de ter suspendido "a maioria" das suas contas, considerando que aquela rede social parece ter "cedido às pressões políticas".

"Conta suspensa, o Twitter suspende contas que violam as regras do Twitter", lê-se num ‘post’ da conta @almanarnews. O movimento xiita Hezbollah, que está representado no governo e no parlamento, é classificado como uma organização terrorista pelos Estados Unidos desde 1997.

"Não há espaço no Twitter para organizações terroristas ilegais e grupos extremistas violentos", disse um porta-voz da rede social sobre os motivos da suspensão, citado pela AFP. As contas em francês, inglês e espanhol do canal de televisão foram suspensas, mas outras contas do Al-Manar continuam a funcionar sem problemas.

No seu ‘site’, o canal de televisão escreveu que "o Twitter bloqueou a maioria das contas sem aviso prévio". "Parece que [o Twitter] cedeu à pressão política", é ainda referido pelo canal de televisão, que acrescenta ter "quase um milhão de seguidores" naquela rede social.

A situação no Líbano está a começar a normalizar, com a diminuição dos protestos que estavam a paralisar o país desde 17 de outubro e a reabertura das principais estradas do país, dos bancos e de lojas.

Na quinta-feira, o Presidente do Líbano, Michel Aoun, apelou à formação de um Governo "produtivo" composto por ministros escolhidos pelas suas "competências", após duas semanas de protestos contra o poder, acusado de corrupção e incompetência.

As declarações do chefe de Estado ocorreram dois dias após o primeiro-ministro, Saad Hariri, ter renunciado ao cargo, não resistindo à onda de protestos contra o seu Governo. Os manifestantes exigiam a renúncia do Governo e com fortes críticas à classe política que dirige o país desde a guerra civil de 1975-1990.

A renúncia de Saad Hariri ainda não foi formalmente aceite pelo Presidente do Líbano, Michel Aoun, que pode decidir — pelo menos temporariamente — que o primeiro-ministro se mantenha em funções num Governo provisório para gestão dos assuntos correntes.

O frágil equilíbrio de poder no Líbano decorre dos acordos saídos da guerra civil, em que o primeiro-ministro deverá ser um muçulmano sunita, o presidente do parlamento um xiita e o Presidente da República um cristão-maronita.

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