Hantavírus: Três casos suspeitos retirados do navio já recebem cuidados de saúde
Três pessoas que viajavam no cruzeiro morreram em consequência do surto de hantavírus no navio e há cinco outros casos suspeitos.
As três pessoas suspeitas de terem contraído o hantavírus no navio cruzeiro MV Hondius já estão "sob os cuidados de profissionais de saúde" e não há mais pessoas sintomáticas a bordo, indicou hoje a empresa proprietária da embarcação.
A Oceanwide Expeditions refere, em comunicado, que um dos dois aviões ambulância que descolaram na quarta-feira de Cabo Verde transportando os três casos suspeitos, dois sintomáticos e um assintomático, só aterrou hoje nos Países Baixos, tendo o indivíduo em causa sido recebido por "equipas médicas e de rastreio especializadas".
A empresa adianta que "continua a gerir uma situação médica em curso a bordo do navio Hondius", precisando que "não existem indivíduos sintomáticos a bordo".
Três pessoas que viajavam no cruzeiro morreram em consequência do surto de hantavírus no navio e há cinco outros casos suspeitos, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS).
O Hondius partiu ao final da tarde de quarta-feira de Cabo Verde e "está a navegar para as Ilhas Canárias, especificamente para o porto de Granadilla (Tenerife)", refere a empresa, segundo a qual a viagem deverá demorar "entre três e quatro dias".
A Oceanwide Expeditions acrescenta manter "um contacto próximo e contínuo com as autoridades competentes" relativamente ao ponto de chegada exato do navio e "aos procedimentos de quarentena e rastreio para todos os passageiros".
"Estamos a trabalhar para obter informações detalhadas sobre todos os passageiros e tripulantes que embarcaram e desembarcaram do Hondius nas suas diversas paragens desde 20 de março".
O navio, com 149 pessoas (88 passageiros) de 23 nacionalidades fazia a rota entre Ushuaia, na Argentina, de onde saiu a 20 de março, e as ilhas Canárias, com paragens no Atlântico Sul para turismo de observação da vida selvagem.
Segundo a OMS, os relatos de doença a bordo foram recebidos entre 06 e 28 de abril, sobretudo febre e sintomas gastrointestinais, com rápida progressão para pneumonia, síndrome respiratória aguda e choque.
A OMS avalia atualmente como baixo o risco para a população global decorrente deste surto.