O temor e a aposta
A aposta na ocorrência ou não de uma pandemia funciona como um apaziguador da ansiedade provocada por acontecimentos fora de controlo e é também uma forma socialmente aceitável de reconhecer a real existência de risco.
A aposta na ocorrência ou não de uma pandemia funciona como um apaziguador da ansiedade provocada por acontecimentos fora de controlo e é também uma forma socialmente aceitável de reconhecer a real existência de risco.
A DGS diz ainda que se mantém em articulação com as instituições europeias "para acompanhamento, em permanência, da situação" e que a gestão dos passageiros está a ser feita pelo Governo de Espanha.
O navio cruzeiro MV Hondius partiu de Ushuaia, na Argentina, no dia 20 de março, com cerca de 150 pessoas a bordo. A 11 de abril, morre o primeiro passageiro a bordo, que só duas semanas depois é retirado do barco. Veja toda a cronologia.
Horas antes, o hospital Radbud de Nimègue tinha confirmado o teste positivo de outro doente procedente do navio de cruzeiro.
Ana Paula Martins garantiu que as autoridades estão a acompanhar a evolução do surto hora a hora.
Três pessoas que viajavam no cruzeiro morreram em consequência do surto de hantavírus no navio e há cinco outros casos suspeitos.
O Hondius esteve de quarentena em águas de Cabo Verde, desde domingo.
A Organização Mundial de Saúde (OMS) reportou no domingo três mortes ligadas a um possível surto de hantavírus, que pode causar síndrome respiratória aguda, a bordo do navio.
Dois dos passageiros do navio de cruzeiro afetado com um surto de hantavírus foram transferidos para Joanesburgo, um faleceu e o outro permanece hospitalizado.
Depois de Espanha ter afirmado que ia receber o navio, o governo regional anunciou a recusa.
Uma vez no porto espanhol, a tripulação e os passageiros "serão devidamente examinados, receberão os cuidados necessários e serão transferidos para os respetivos países".
Autoridades sul-africanas solicitaram à companhia aérea que informe os passageiros afetados para que contactem o Ministério da Saúde.
Juan Facundo Petrina, diretor de Epidemiologia de Ushuaia, afastou a possibilidade de Ushuaia, na Terra do Fogo, no sul da Argentina, ser o ponto de origem do surto de hantavírus detetado a bordo de um navio de cruzeiro. Segundo responsáveis locais, não havia registo de casos ou sintomas entre os passageiros no momento da partida.
A Oceanwide Expeditions, empresa responsável pelo cruzeiro, está a ultimar com as autoridades a retirada dos dois tripulantes com sintomas respiratórios que precisam de assistência médica urgente.
Para já, não há necessidade de transferência dos passageiros para unidades hospitalares, sendo que qualquer eventual transporte será reavaliado com o mais elevado nível de segurança.
Morreram três pessoas a bordo do navio do que as autoridades suspeitam que seja um surto de hantavírus.