FBI investiga tiroteio no Texas como ato de terrorismo
O tiroteio aconteceu após os ataques israelitas e norte-americanos ao regime islâmico do Irão. O assassino foi abatido por polícias de Austin.
O atirador que matou duas pessoas e feriu 14 num bar do estado norte-americano do Texas vestia roupa com motivos islâmicos e iranianos e o FBI está a investigar o sucedido como ato terrorista.
Fonte policial disse à agência Associated Press que o homem, identificado como Ndiaga Diagne, de 53 anos, vestia uma camisola onde estava escrito "Propriedade de Alá" e outra com uma bandeira iraniana representada.
O FBI afirmou que está a investigar o tiroteio, ocorrido após os ataques israelitas e norte-americanos ao regime islâmico do Irão, como um ato de terrorismo. Segundo o grupo SITE Intelligence Group, que se dedica a monitorizar atividades de radicais islâmicos e terroristas, o suspeito "exprimiu opiniões pró-regime iraniano".
O assassino foi abatido por polícias de Austin, no Estado do Texas, depois de atacar o bar com tiros de pistola e de espingarda. Segundo a chefe da polícia da cidade, Lisa Davis, o homem passou de carro várias vezes em frente ao bar antes de parar o carro e disparar a pistola sobre pessoas que estavam em frente do estabelecimento e num terraço adjacente.
Depois, saiu do veículo armado empunhando uma espingarda e começou a disparar indiscriminadamente sobre as pessoas que estavam na rua, antes de ser abatido. Diagne era senegalês, estava nos Estados Unidos desde 2006 e tinha nacionalidade norte-americana.
Um agente do FBI envolvido na investigação afirmou que vários indicadores apontam para um ato terrorista, mas ressalvou que "ainda é demasiado cedo" para concluir qual foi a motivação.