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Familiares das vítimas de acidente ferroviário em Espanha queixam-se do roubo de pertences pessoais

Isabel Dantas 10 de fevereiro de 2026 às 10:51

Choque de comboios de alta velocidade causou a morte a 46 pessoas, além de mais de uma centena de feridos.

Os familiares das vítimas do matou 46 pessoas e fez mais de uma centena de feridos em Adamuz, na província de Córdoba, em Espanha, alegam que os pertences dos seus entes queridos foram furtados depois do . Carteiras, dinheiro, smartwatchs e telemóveis terão sido levados por um grupo de ladrões e já foi apresentada uma queixa à Renfe, empresa que gere os comboios no país vizinho, segundo revela esta terça-feira o jornal ABC. 
Acidente causou a morte a 46 pessoas EPA
O roubo terá acontecido nos dias posteriores à retirada das vítimas. A zona ficou sem vigilância, à espera dos operacionais que procederiam à limpeza dos destroços. De início foi destacado um contingente da Guardia Civil para o local, mas depois os militares desmobilizaram e os familiares acreditam terá sido aí que os larápios aproveitaram para levar os objetos que não tinham sido retirados do local.   "O meu marido levava uma pequena mala com os seus pertences e devolveram-ma vazia, sem nada, rasgada", lamentou uma mulher, explicado que desapareceram dois telemóveis, um carregador, dois pares de óculos, dinheiro e alguns documentos. 
Outros familiares fazem relatos semelhantes, aludindo ao desaparecimento de carteiras, dinheiro, telemóveis e outros objetos de valor. A Renfe explicou a um dos afetados, que esteve cinco vezes na sede da empresa à procura dos objetos de um familiar, que "não há nada mais". "Disseram-me que já foi recuperado tudo o que havia na zona." Recorde-se que este descarrilamento e choque de dois comboios de alta velocidade causou a morte a 46 pessoas, além de mais de uma centena de feridos.  Nas composições envolvidas no acidente viajavam cerca de 500 pessoas, 300 no comboio da empresa Iryo, de Málaga para Madrid, e 184 no da empresa Alvia, de Madrid para Huelva. A companhia ferroviária Irya já informou que o seu comboio tinha passado por uma revisão quatro dias dias antes.   Poucos dias depois o El País, que citava o Ministério dos Transportes, revelava que as investigações preliminares apontavam para uma, embora não tenha sido possível determinar se foi essa a causa do descarrilamento. Foi descartada a possibilidade de sabotagem. 
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