EUA quer reintroduzir pelotão de fuzilamento, eletrocução e asfixia por gás na pena de morte
Trump já havia avançado com execuções federais durante o seu primeiro mandato: na altura, executou 13 reclusos com injeções letais.
Os Estados Unidos querem introduzir "métodos adicionais de execução" da pena de morte e incluir pelotões de fuzilamento, eletrocução, asfixia por gás e injeções letais. A informação foi avançada esta sexta-feira em comunicado pelo Departamento de Justiça.
Esta medida não é, no entanto, totalmente nova. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, já havia avançado com as execuções federais durante o seu primeiro mandato (2017-2021), quase 20 anos depois. Na altura, executou 13 reclusos federais com injeções letais.
Em 2021, Joe Biden instituiu, no entanto, uma moratória sobre as execuções para que este tipo de procedimentos fosse revisto e acabou por conceder clemência a 37 dos 40 reclusos federais condenados à pena de morte. Mas regressado à Casa Branca, Trump instou logo no primeiro dia do segundo mandato o Departamento de Justiça a priorizar a aplicação da pena de morte "nos casos apropriados" e instruiu o mesmo a "executar as sentenças rapidamente". Disse estar a tomar medidas para "reverter os esforços" da administração do ex-presidente para "enfraquecer a pena de morte".
O procurador-geral interino Todd Blanche considerou também que o governo Biden "falhou em proteger os cidadãos americanos ao não procurar a punição máxima contra criminosos perigosos", segundo o comunicado, e mencionou até terroristas e assassinos de crianças como exemplos. "Sob a liderança do presidente Trump, o Departamento de Justiça está novamente a aplicar a lei e a apoiar as vítimas."
Todd Blanche determinou ainda que o Gabinete Federal de Prisões deverá é o responsável por adotar esses protocolos de execução. No comunicado, o Departamento adiantou que já procuraram autorizar a pena de morte para 44 arguidos e que o procurador-geral interino já autorizou a execução da pena capital em nove desses casos.
“Entre as medidas adotadas estão a readoção do protocolo de injeção letal usado durante o primeiro governo Trump, a expansão do protocolo para incluir métodos adicionais de execução, como o fuzilamento, e a simplificação dos processos internos para agilizar os casos de pena de morte”, diz o comunicado.
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