Encontrados os corpos dos quatro mergulhadores desaparecidos nas Maldivas
Italianos morreram na quinta-feira enquanto exploravam uma gruta.
Os corpos de quatro dos cinco mergulhadores italianos, que desapareceram durante um mergulho nas Maldivas, foram esta segunda-feira localizados.
Os cinco exploradores italianos morreram na quinta-feira enquanto exploravam uma gruta a 50 metros de profundidade no atol de Vaavu - quando o limite para o mergulho recreativo nas Maldivas é de 30 metros. No mesmo dia, as autoridades encontraram o corpo de um deles e só esta segunda-feira é que localizaram os quatro restantes.
Durante a operação de recuperação dos corpos, um dos mergulhadores do exército das Maldivas Mohamed Mahudhee acabou por morrer. O membro da Força de Defesa Nacional ainda foi transferido para o hospital, mas não conseguiu resistir. O cenário levou à suspensão temporária das buscas.
A operação de resgate só foi retomada esta segunda-feira, depois da chegada de três mergulhadores finlandeses da equipa DAN Europe - responsável pela retirada das 12 crianças tailandesas de uma gruta, em 2018. As condições climáticas adversas foi o que dificultou o resgate.
A causa da morte dos cinco mergulhadores italianos está agora a ser investigada.
As vítimas foram identificadas como Monica Montefalcone, professora associada de ecologia da Universidade de Génova, a filha Giorgia Sommacal, o biólogo marinho Federico Gualtieri, a investigadora Muriel Oddenino e o instrutor de mergulho Gianluca Benedetti, anunciou o governo das Maldivas.
Segundo a Universidade de Génova, Montefalcone e Oddenino estavam nas Maldivas para uma missão oficial que tinha como objetivo monitorizar ambientes marinhos e estudar os efeitos das alterações climáticas na biodiversidade tropical. Sabe-se, contudo, que a atividade de mergulho não estava planeada e não fazia parte da investigação: foi "realizada de forma privada", esclareceu a universidade em comunicado.