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Donald Trump afirma que será "uma honra" assumir controlo de Cuba

Negócios 17 de março de 2026 às 10:01

Presidente americano considera Cuba "uma nação muito enfraquecida neste momento". Negociadores dos EUA já terão pedido que o Presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, abdicasse do cargo.

O Presidente dos EUA, Donald Trump, disse na madrugada desta terça-feira que acredita que terá "a honra de assumir o controlo de Cuba". A declaração é feita numa altura crítica para o país da América Latina, que está a braços com uma grave crise energética e que está a provocar apagões de grande dimensão no país.

Donald Trump, Presidente dos EUA Julia Demaree Nikhinson / Associated Press

O líder americano foi mais longe e disse mesmo que pode fazer "o que quiser" com Cuba. "Acredito que vou... ter a honra de assumir o controlo de Cuba", disse Donald Trump, citado pelo . "Seja para a sua libertação ou para o seu controlo – penso que posso fazer o que quiser com Cuba", acrescentou Trump.

Trump disse ainda que Cuba é "uma nação muito enfraquecida neste momento", numa referência à grave crise energética que o país enfrenta. De recordar que os EUA colocaram um forte embargo à exportação de petróleo venezuelano para Cuba, que era uma das principais fontes energéticas do país.

Acredito que vou... ter a honra de assumir o controlo de Cuba Donald Trump, Presidente dos EUA

Já depois das declarações de Donald Trump, o jornal noticia que durante as negociações que os americanos têm mantido com responsáveis cubanos, foi dito que o atual Presidente, Miguel Díaz-Canel, deve abdicar do cargo.

No final da semana passada, Miguel Díaz-Canel reconheceu pela primeira vez que existem negociações em curso com a Administração Trump.

"[As conversações] Destinam-se a encontrar soluções através do diálogo para as diferenças bilaterais entre as duas nações. Os fatores internacionais facilitaram estas trocas".

O Presidente cubano disse que o país não recebe carregamentos de petróleo há três meses devido ao bloqueio dos EUA, o que levou à escassez de combustíveis e ao fecho de duas centrais elétricas. O país está a recorrer ao gás natural, às centrais termoelétricas e à energia solar – embora esta seja bastante limitada.

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