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Diamante Florentino reaparece 100 anos depois: joia pertencia aos imperadores da Áustria
Diamante foi dado como desaparecido, mas afinal estava na posse da família: esteve durante 100 anos escondido num banco do Canadá.
Em 1918, com o fim da Primeira Guerra Mundial, o imperador do Império Austro-Húngaro, Carlos I, pressentiu o fim do seu império e face às crescentes ameaças bolcheviques e anarquistas decidiu transportar as joias que os Habsburgos possuíam há séculos para a Suíça. Entre a coleção estava um diamante de 137 quilates, admirado não apenas pelo seu formato em pera e tonalidade amarela, mas também pela sua história: antes de pertencer aos Habsburgos, esteve na posse da família Medici, governantes de Florença. O fascínio pela joia aumentou quando, pouco depois de Carlos e a sua família terem deixado Viena rumo ao exílio na Suíça, a mesma foi dada como desaparecida.
Diamante Florentino, da família Médici, surge após 100 anos, no Canadá
DR
O percurso do diamante
Depois de Carlos I ter morrido de pneumonia na Madeira, a imperatriz Zita e os seus filhos mudaram-se para Espanha e posteriormente para a Bélgica, em 1929. Acontece que, com o aumento da tensões na Europa e as ameaças nazis, o seu filho mais velho - o príncipe Otto - ofereceu os seus serviços à Primeira República Austríaca e quando os nazis anexaram a Áustria, em 1938, - evento conhecido como Anschluss - Otto foi declarado inimigo. Ao temerem que a Alemanha estivesse prestes a invadir a Bélgica, Zita fugiu com os seus oito filhos para os Estados Unidos, em 1940 e com a ajuda dos americanos viajou para o Canadá, estabelecendo-se numa casa modesta na província do Quebec. Segundo relatos da família, na altura a imperatriz transportou consigo uma mala que continha uma coleção de joias. "Presumo que naquele momento a pequena mala foi para o cofre de um banco e lá permaneceu", conta Karl von Habsburg-Lothringen. Zita ainda regressou à Europa, mas já não teria as joias. Acabou por morrer na Suíça, em 1989.
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