Bahrein e Kuwait emitiram alertas de ataques com mísseis iranianos: trégua cada vez mais frágil
Guarda Revolucionária confirmou o disparo de mísseis contra instalações norte-americanas nos dois estados.
As autoridades do Bahrein e do Kuwait denunciaram esta quarta-feira ataques com mísseis iranianos na mesma altura em que a Guarda Revolucionária do Irão confirmava o disparo de mísseis contra instalações norte-americanas nos dois estados.
No Bahrein está baseada a 5.ª Frota da Marinha dos Estados Unidos e no Kuwait as forças norte-americanas mantêm bases e instalações militares.
Em comunicado, a Guarda Revolucionária do Irão confirmou ter visado hoje instalações militares norte-americanas em ambos os países em retaliação contra um ataque aéreo dos Estados Unidos.
Segundo a nota, o Exército norte-americano violou "abertamente" o cessar-fogo e o acordo de Islamabade ao lançar um ataque aéreo contra várias bases costeiras e instalações civis iranianas na costa das províncias de Hormozgan e Mahshahr.
O Bahrein acionou as sirenes de alerta três vezes hoje de manhã.
As Forças Armadas norte-americanas atacaram o Irão na última madrugada, depois de afirmarem que Teerão tinha atingido três navios no estreito de Ormuz.
O Irão retaliou com ataques contra o Bahrein e o Kuwait.
Os ataques na região aumentaram o risco de perturbação do acordo provisório colocando o Médio Oriente novamente sob a ameaça de um conflito mais amplo.
No entanto, as ações seguiram um padrão de ataques semelhantes ocorridos durante a frágil trégua do acordo, e nenhum dos dois países sinalizou, de imediato, a intenção de abandonar a mesa das negociações.
Os ataques a embarcações e as retaliações ocorreram durante as cerimónias fúnebres do Líder Supremo do Irão, o ayatollah Ali Khamenei, morto a 28 de fevereiro — logo no início do conflito — aos 86 anos.
Esperava-se que o período do funeral, que termina na quinta-feira, fosse marcado por uma redução das tensões.