Marcado para 7 de agosto, o espetáculo no Estádio do Algarve não parece estar em risco, garante CEO da Raya Culture, organizadora do evento.
Polónia, França, Reino Unido e Suíça. A digressão mundial do artista norte-americano Kanye West (ou Ye) tem sido barrada ou mal amada em alguns países europeus, uma consequência de posições polémicas que a estrela do hip hop assumiu num passado recente. Mas a data portuguesa parece estar assegurada, disse Torcato Jorge, CEO e cofundador da Raya Culture, a empresa organizadora do evento, em entrevista à Euronews. “É um evento de música que vai acontecer. Tornar-se-ia um tema se os serviços identificassem uma ameaça nacional à ordem pública, o que não é o caso”, afirmou.
Torcato sublinha que “o SIS não identificou o artista, ou neste caso o cidadão norte-americano, como uma ameaça nacional ou um terrorista”, à semelhança do que aconteceu no Reino Unido. O Governo britânico considerou que a presença de West não seria "benéfica para o bem público", vetando o seu pedido de entranda.
Contactado pela Euronews, o Ministério da Administração Interna disse estar a acompanhar a situação e só tomará "medidas em conformidade" se as entidades competentes assinalarem uma "ameaça à segurança nacional ou à ordem pública."
Recorde-se que em 2022, o rapper publicou imagens de suásticas nas redes sociais, declarou a sua admiração pelo nazismo, gravou a música "Heil Hitler" e ter vendeu t-shirts com símbolos nazis. Em janeiro deste ano, West pediu desculpa, numa carta publicada pelo Wall Street Journal.
Até agora, o clube suíço FC Baseleia recusou a realização do concerto de Kanye West no seu estádio; em Marselha, West decidiu adiar a data no Estádio Velódrome, "até novos desenvolvimentos", depois de o ministro francês do Interior se ter manifestado contra a realização do concerto; e na Polónia o concerto no estádio de Chorzow foi cancelado na sequência da oposição do Governo, que ameaçou impedir a entrada do artista no seu território.
Siga-nos no WhatsApp.