Carlos Moedas homenageia Jorge Palma... citando canção de Sérgio Godinho. Mas insiste que não se enganou
22 de setembro de 2026 às 12:58Pedro Henrique Miranda
Ninguém sabe o destino, mas a viagem acaba de ganhar uma nova e bela jornada. O álbum "Trópico Paranóia" revela uma banda mais adulta. E "antifascista", proclamam sem medo.
Imaginamo-los como marinheiros de alto mar, num barco que navega sem rumo calculado ao milímetro, capazes de mudar de rota só porque sim, uma razão subvalorizada do domínio do instinto e da vontade. Imaginamo-los, ao ouvir Trópico Paranóia, o segundo álbum que acabam de lançar (sucessor de Ressaca Bailada, editado em 2023), como transeuntes errantes, a perderem-se de viela em viela lisboeta, aqui entrando numa rua melancólica, semi-abandonada, já sem a vida de outros tempos, ali entrando numa rua tensa, efervescente, agitada.