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"Melania": das polémicas em Oregon à receção modesta em Portugal

Nos EUA o filme bateu recordes e arrecadou sete milhões de dólares (5,9 milhões de euros) em bilheteira na semana de estreia.

Sofia Parissi 06 de fevereiro de 2026 às 17:39
Melania Trump, em Melania Muse Films/ Amazon MGM Studios
Esta semana, o cinema independente Lake Theater & Café, no estado norte-americano de Oregon, afirmou que a Amazon tinha retirado o documentário de Melania Trump de exibição, por não concordar com a estratégia de promoção. O filme acompanha a vida da primeira-dama dos Estados Unidos da América (EUA) nos 20 dias que antecederam a tomada de posse de Donald Trump como presidente dos EUA, em 2025. “Recebemos uma chamada a informar que os superiores (ou seja, a Amazon) estavam descontentes com a forma como as nossas campanhas promoviam o filme (ou seja, Melania) e que, por eles, domingo seria o último dia em que o filme estaria em exibição”, afirmaram os responsáveis do Lake Theater & Cafe numa publicação no Instagram. Depois da decisão da Amazon de retirar o filme de exibição do cinema em Oregon passou a ler-se na fachada do edifício: "A Amazon ligou. O nosso letreiro ofendeu-os. Todas as exibições de Melania canceladas. Mostrem o vosso apoio na Whole Foods [outra empresa da Amazon]".   De acordo com o jornal local , as campanhas em questão que apareciam na fachada do edifício incluíam frases como: “Melania usa Prada? Descubra na sexta-feira!” e “Para derrotar o seu inimigo, você precisa de o conhecer. Melania”.   
Com um orçamento recordista, o documentário Melania foi produzido pela Amazon MGM Studios e pela Muse Films [produtora criada pela mulher de Donald Trump] e estreou mundialmente a 30 de janeiro. A Amazon pertence ao multimilionário norte-americano Jeff Bezos, que em 2024 terá impedido o jornal Washington Post, do qual é proprietário, de manifestar apoio à candidata democrata Kamala Harris. “Muitos parabéns ao nosso 45º e agora 47º presidente pelo extraordinário regresso político e pela vitória decisiva. Nenhuma nação tem maiores oportunidades”, escreveu Bezos na rede social X, em novembro de 2024, após a vitória de Donald Trump nas eleições norte-americanas.
Melania foi anunciado como sendo o documentário mais caro de sempre – com um investimento que ronda os 75 milhões de doláres (cerca de 63 milhões de euros) – e apesar de ter apresentado resultados modestos por cá, nos EUA o filme arrecadou cerca de sete milhões de dólares (5,9 milhões de euros) em receitas de bilheteira na primeira semana, representando a melhor estreia de um documentário da última década, de acordo com o site de notícias . Em Portugal, de acordo com dados do , avançados pela agência Lusa, foram programadas 121 sessões entre o dia de estreia e os dois dias seguintes, com um total de 727 espetadores e cerca de 5 mil euros arrecadados em bilheteria. Em três dias, estes números traduzem-se numa média de seis pessoas por sessão de cinema.  No que diz respeito à crítica internacional, o filme recebeu duras críticas. Owen Gleiberman, crítico de cinema da revista norte-americana , afirmou que o filme é “tão orquestrado, maquilhado e encenado que mal chega a um anúncio publicitário descarado”. Por outro lado, Xan Brooks, do jornal britâncio , refere-se ao documentário como “desanimador, mortal e pouco revelador”. A crítica de cinema do jornal Amy Nicholson escreveu: “Não posso recomendar Melania como um bom filme ou mesmo como um filme interessante”.  O documentário em questão foi produzido pela própria Melania Trump e realizado pelo norte-americano Brett Ratner, que esteve afastado alguns anos da indústria cinematográfica, após ser alvo de várias acusações de assédio sexual, em 2017. Durante a apresentação do documentário, no Kennedy Center, em Washington D.C., o presidente dos EUA referiu que o documentário "traz de volta um glamour que já não se vê". E acrescentou: “Eu vi-o pela primeira vez há duas noites, adorei e achei que era realmente ótimo”.  A primeira-dama dos EUA nasceu na Eslovénia em 1970, começou a trabalhar como modelo aos 16 anos e casou-se com Donald Trump, em 2005, na Flórida.
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