Sábado – Pense por si

Será o nuclear o futuro da Europa?

Ana Taborda
Ana Taborda 24 de março de 2026 às 23:00

Há centrais que já não vão ser desligadas e muitos planos para construir novas. Os entraves? São caras e os prazos de construção têm derrapado - anos. A partir de uma delas, um português explica que não há razão para medo desta energia: há equipas de bombeiros em permanência e armazenamento à prova de sismos e quedas.

Tinham passado pouco mais de dois meses desde que o apagão de 28 de abril pusera Portugal e parte de Espanha às escuras, quando o Real Instituto Elcano, o principal think thank espanhol, lançou um dos seus barómetros. Entre os vários tópicos abordados, houve um que voltou a dividir os espanhóis, mas desta vez ao contrário do que tinha acontecido até julho de 2025: “66% da população apoiava o prolongamento da vida útil das centrais nucleares espanholas. Dois anos antes, eram 43%”, explica à SÁBADO o português Paulo Domingues dos Santos, CEO e diretor-geral da Asociación Nuclear Ascó-Vandellós II, que gere três dos sete reatores espanhóis, Ascó I, Ascó II e Vandellós II.

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