Os pacotes 4/5P foram os mais subscritos de 2025, mas a receita média por utilizador caiu 2,7% no último trimestre de 2025. As receitas provenientes dos serviços de pacotes cresceram ao nível mais baixo desde 2018.
A Autoridade Nacional de Comunicações (Anacom) registou 4,8 milhões de subscritores de pacotes de serviços de telecomunicações no último trimestre de 2025, o que permitiu dar receitas de 2.263 milhões de euros aos operadores que atuam no território nacional.
Operadores de televisãoMiguel Baltazar
Segundo os dados do regulador, as receitas dosserviços em pacote cresceram apenas 0,4%, "o crescimento anual mais baixo desde a recolha iniciada em 2018". "Em 2025, as receitas de serviços em pacote (valores sem IVA) atingiram 2,3 mil milhões de euros (56,1% do total das receitas retalhistas), tendo aumentado 0,4% face ao ano anterior", sustenta a Anacom.
"As receitas de ofertas 4/5P representaram 70,5% das receitas em pacote, e 39,5% das receitas retalhistas totais. O segmento residencial englobou 86,4% das receitas em pacote", aponta.
Os pacotes 4/5P foram os mais subscritos em 2025, tendo terminado o quarto trimestre com um total de 2,9 milhões de utilizadores, enquanto as ofertas 3P recolheram 1,4 milhões de subscritores, "o maior decréscimo anual da última década (-8,9%)".
O relatório da Anacom destaca ainda que "a receita média mensal por subscritor de pacote foi de 39,58 euros", uma quebra de -0,8% em relação aos últimos três meses de 2024. As ofertas 4/5P apresentaram uma receita média de 46,77 euros, tratando-se de uma quebra de 2,7%, enquanto as ofertas 3P se ficaram pelos 31,44 euros, mais 0,3%.
"No final do quarto trimestre de 2025, a Meo foi o operador com maior quota de subscritores de serviços em pacote (41,6%), seguindo-se a Nos (34,9%), a Vodafone (20,4%) e a Digi/Nowo (3,0%)", adianta o regulador liderado por Sandra Maximiano. Quando comparado com o mesmo trimestre de 2024, a Digi conseguiu aumentar a sua quota de subscritores em 0,4 pontos percentuais (p.p.), enquanto a Nos e a Meo caíram 0,1 p.p. e a Vodafone em 0,2 p.p..
Foi a Meo que apresentou a maior quota de subscritores em todos os tipos de oferta: 2P (44,9%), 3P (37,3%) e 4/5P (43,3%), bem como nos segmentos residencial (39,8%) e não residencial (53,6%).
Foi a operadora portuguesa do grupo Altice que "registou igualmente a quota de receitas de serviços em pacote mais elevada (39,9%), seguindo-se a Nos (38,3%), a Vodafone (20,3%) e a Digi (1,4%)". A Nos destacou-se com a maior quota de receitas de ofertas em pacote no segmento residencial (39,7%) e nas ofertas 4/5P (42,9%), enquanto a Meo apresentou a maior quota de receitas de ofertas em pacote no segmento não residencial (48,8%) e nas ofertas 2P (40,3%) e 3P (41,2%).
Pacotes de telecomunicações dão receitas de 2,3 mil milhões de euros aos operadores
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