Resolução do Conselho de Ministros, publicada esta segunda-feira, autoriza a IP a assumir os encargos com o contrato de concessão do troço Oiã-Soure, com início previsto para o próximo mês de julho.
A Infraestruturas de Portugal (IP) já tem “luz verde” para lançar um novo
concurso para a concessão do troço de alta velocidade Oiã-Soure da futura linha
Porto-Lisboa. A resolução do Conselho de Ministros aprovada em meados de dezembro
foi publicada esta segunda-feira em Diário da República, autorizando a empresa
liderada por Miguel Cruz a realizar a despesa inerente à celebração do contrato
de concessão para a conceção, projeto, construção, financiamento, manutenção e
disponibilização do troço entre Oiã e Soure.
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Este será o segundo contrato a avançar relativo à fase 1, depois do
primeiro ter sido assinado no ano passado para o troço Porto-Oiã, a que se
seguirá a fase 2 que envolve o troço Soure-Carregado. Já relativamente à fase 3 do projeto,
a ligação Carregado-Lisboa, está ainda em análise, já que concluídas as
primeiras fases e com as intervenções de aumento de capacidade previstas na linha
do Norte o Governo salienta que já será possível garantir um tempo de percurso direto de 1 hora e 20 minutos
entre Porto e Lisboa.
Depois do primeiro concurso para o troço Oiã-Soure ter ficado deserto por a única proposta
apresentada ter sido excluída por incumprir o objeto do contrato a celebrar, o
Governo aprovou no final do ano passado o relançamento do projeto, mantendo o
preço-base do primeiro procedimento mas reduzindo o volume de obra desta
parceria público-privada (PPP), que já viu aprovado pelo programa Connecting
Europe Facility (CEF) um financiamento de cerca de 366 milhões de euros e tem prevista a alocação de 234 milhões provenientes
de outras fontes de financiamento comunitário, nomeadamente através de outras
candidaturas a submeter pela IP.
O despacho agora publicado autoriza a IP a assumir os encargos plurianuais
inerentes à celebração deste contrato de concessão no montante máximo de 1,6
mil milhões de euros com início previsto para julho de 2026, e repartido por 30
anos, a que corresponde um montante estimado de mais de 4,7 mil milhões.
O Executivo autorizou ainda a IP a realizar a despesa adicional e a assumir
os inerentes encargos plurianuais no montante máximo de 600 milhões de euros
associado à execução dos projetos, expropriações, montagem e manutenção de
estaleiros, serviços de fiscalização e das obras que sejam objeto das
candidaturas a programas de fundos comunitários.
Esta segunda-feira foi igualmente publicada em Diário da República a
resolução do Conselho de Ministros que autoriza a IP a realizar a despesa
inerente à celebração do primeiro contrato de conceção-construção-manutenção
referente aos sistemas de sinalização e telecomunicações e dos sistemas
complementares de segurança afetos ao projeto da linha de alta velocidade entre
o Porto e Lisboa no montante
máximo de 360 milhões de euros.
IP já pode lançar novo concurso para alta velocidade Oiã-Soure
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