Especial startups: Manual para criar (e acelerar) a sua

Matar fungos com tremoços, treinar para cirurgias em 3D e vender pastéis de nata para Abu Dhabi. É aqui que tudo começa

A edição de estreia do programa de aceleração de startups Lisbon Challenge, em 2013, começou com bluff. A Beta-i, que o criara, anunciou a disponibilidade de 150 mil euros em investimento para os melhores negócios mas não tinha um tostão. "Uma semana antes do fim, continuava ao telefone para arranjar dinheiro para os prémios e os salários da equipa", conta à SÁBADO o presidente, Pedro Rocha Vieira. No ano seguinte, a associação foi considerada por Bruxelas a maior promotora de espírito empreendedor da Europa.

Ao todo, já organizou 32 programas de aceleração, que receberam mais de 3.700 candidaturas (só 550 foram aceites) de mais de 60 países e milhares de empreendedores. Hoje, o Lisbon Challenge vai na 6.ª edição e já permitiu a cerca de uma centena de startups angariarem mais de 50 milhões de euros. 

As três primeiras empresas portuguesas a entrarem no YCombinator, o maior acelerador de startups do mundo, passaram pelo Lisbon Challenge: a Unbabel (que combina um software de tradução com uma rede de editores humanos), a Orankl (que ajuda as empresas a criarem um sistema de recomendações) e a Impraise (uma aplicação que permite, em tempo real, melhorar a organização e performance o trabalho).

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