O presidente do Eurogrupo afirmou que a recomendação por parte da Comissão Europeia não se encontrava na agenda do fórum dos ministros das Finanças da zona euro
O presidente do Eurogrupo, Jeroen Dijsselbloem, escusou-se a comentar a recomendação da Comissão Europeia de encerramento do Procedimento por Défice Excessivo (PDE) aplicado a Portugal, alegando não estar na agenda dos trabalhos da reunião desta segunda-feira.
"Não está na agenda do Eurogrupo", disse Dijsselbloem aos jornalistas em Bruxelas, em declarações à entrada para a reunião do fórum informal dos ministros das Finanças da zona euro (Eurogrupo), a que preside.
Esta é a primeira reunião do Eurogrupo em que o ministro das Finanças, Mário Centeno, e Dijsselboem participam desde que o Governo exigiu a demissão do holandês, após uma entrevista em que este afirmou que "não se pode gastar todo o dinheiro em copos e mulheres e depois pedir ajuda".
A Comissão Europeia recomendou ao Conselho de Ministros das Finanças da União Europeia (Ecofin) o encerramento do PDE aplicado a Portugal desde 2009.
Bruxelas defendeu também que Portugal deve garantir que a correcção do défice excessivo é duradoura e que "serão necessárias mais medidas a partir de 2017" para cumprir as regras do Pacto de Estabilidade e Crescimento (PEC).
Portugal terá, assim, de "prosseguir o seu esforço orçamental em linha com as exigências do braço preventivo do PEC, o que implica um esforço orçamental substancial em 2018", acrescentou o executivo comunitário.
O Eurogrupo vai esta segunda-feira discutir a situação na Grécia.
Dijsselbloem não comenta recomendação para saída do PDE
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