Desemprego registado agrava-se para máximo de quatro anos

Jornal de Negócios 22 de março
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Os dados do IEFP mostram que o confinamento está a ter um impacto significativo no mercado de trabalho, sendo que desde o início do ano o número de desempregados aumentou em quase 30 mil.

O número de desempregados inscritos nos centros de emprego subiu em fevereiro pelo terceiro mês consecutivo, atingindo um novo máximo desde maio de 2017.

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No fim de fevereiro de 2021, mês em que Portugal esteve em confinamento geral, estavam registados 431.843 desempregados nos centros de emprego em Portugal, o que representa um aumento de 116.281 (36,8%) face a fevereiro de 2020 e de 7.484 (1,8%) comparativamente com janeiro deste ano.

Estes dados revelados hoje pelo IEFP mostram que o confinamento está a ter um impacto significativo no mercado de trabalho, sendo que desde o início do ano o número de desempregados aumentou em quase 30 mil, estando já bem acima do pico registado durante o primeiro confinamento (410 mil em setembro).

O número de desempregados está agora em máximos de quase quatro anos, sendo que nessa altura a tendência era claramente decrescente face ao pico de quase 500 mil pessoas sem emprego (e inscritas no IEFP) que se verificava no início de 2017. Com o país ainda em confinamento, é expectável que os números deste ano continuem a agravar-se, ou pelo menos permaneçam nestes níveis.

No relatório publicado esta segunda-feira, o IEFP assinala que, para o aumento homólogo do desemprego, "contribuíram todos os grupos do ficheiro de desempregados, com destaque para as mulheres, adultos com idade igual ou superior a 25 anos, os inscritos há menos de um ano, os que procuravam novo emprego e os que possuem como habilitação escolar o secundário".

O agravamento do desemprego registou-se em todas as regiões do país, destacando-se as mais dependentes do turismo e outros setores mais penalizados pela pandemia, como é o caso do Algarve (+74,%), Lisboa e Vale do Tejo (+52,9%) e Madeira (+30,4%).

Apesar do agravamento global registado em fevereiro, o aumento mensal foi mais ténue do que o registado em janeiro (+22 mil desempregados inscritos).

No que diz respeito ao número de pessoas que se inscreveu nos centros de emprego (nem todos são desempregados) ao longo do mês, a tendência foi a mesma. Em fevereiro foram 41.580, o que traduz um aumento de 2.406 (+6,1%) face ao mesmo mês do ano passaodo, mas uma redução de 7.658 (-15,6%) contra janeiro deste ano.

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