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BCE mantém juros da Zona Euro em 2%

Negócios 17:53
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A decisão tomada pelo grupo liderado por Christine Lagarde era esperada pelo mercado, apesar dos riscos associados à valorização do euro.

A taxa de juro de referência na Zona Euro vai manter-se nos 2%. O Banco Central Europeu (BCE) decidiu esta quinta-feira não fazer alterações aos juros, em linha com a expectativa dos mercados financeiros, que têm, contudo, alertado para os riscos da valorização do euro face ao dólar e aos seus impactos na inflação.

Christine Lagarde, BCE
Christine Lagarde, BCE DR

A autoridade liderada por Christine Lagarde comunicou que decidiu "manter as três taxas de juro diretoras do BCE inalteradas", sendo que a taxa aplicável à facilidade permanente de depósito fica em 2%, a das operações principais de refinanciamento em 2,15% e de facilidade permanente de cedência de liquidez em 2,4%. Justificou que "a avaliação atualizada do Conselho do BCE corrobora que a inflação deverá estabilizar no objetivo de 2% a médio prazo".

, depois de se ter fixado em 2,1% em novembro, principalmente devido à energia. Após ter atingido a meta do BCE no final do ano passado, a estimativa rápida publicada esta quarta-feira pelo Eurostat aponta para que.

"A economia permanece resiliente numa conjuntura mundial difícil", continuou o BCE. "O baixo desemprego, a solidez dos balanços do setor privado, a execução gradual da despesa pública em defesa e infraestruturas e o apoio proporcionado pelas anteriores reduções das taxas de juro sustentam o crescimento. Ao mesmo tempo, as perspetivas ainda são incertas, devido, em particular, à atual incerteza em termos de política de comércio mundial e às tensões geopolíticas", alertou.

Analistas e investidores têm, no entanto, mostrado preocupações sobre a contínua incerteza global em torno das perspetivas para a inflação e, em particular, o impacto da forte valorização do euro. Na semana passada, a taxa de câmbio ultrapassou a marca de 1,20 euros por dólar pela primeira vez desde junho de 2021. No início de julho, o vice-presidente do BCE, Luis de Guindos, afirmou em Sintra que uma  para os decisores políticos. 

Mais recentemente, em entrevista ao , o presidente do banco central da Áustria, Martin Kocher, antecipou que o BCE poderá ter de intervir, caso novas subidas na taxa de câmbio sejam suficientemente significativas para reduzir as projeções de inflação. Também o governador do Banco de França,  a evolução, que vai influenciar as próximas decisões de política monetária.

A expectativa do mercado é que a autoridade monetária acompanhe a evolução até à próxima reunião, em março, quando haverá também uma atualização das projeções económicas. Por seu turno, o comunicado do conselho reafirma que "seguirá uma abordagem dependente dos dados e reunião a reunião para decidir a orientação apropriada da política monetária" e acrescenta que "não se compromete previamente com uma trajetória de taxas específica".

Cerca de uma hora antes do BCE, também o Banco de Ingaterra (BoE) anunciou que iria manter as taxas de juro inalteradas. Em dezembro - quando reduziu as taxas de 4% para 3,75% -, o BoE tinha já sinalizado que novas reduções seriam graduais e dependeriam de uma decisão mais criteriosa do seu comité de nove membros. O grupo está, contudo, dividido dado que quatro elementos votaram a favor de um corte de 0,25 pontos percentuais já neste encontro.

(Notícia atualizada)