“A gente reforma-se e quê, vai para casa?”

Filipa Teixeira 28 de março

São os gestores há mais tempo a liderar uma empresa do PSI-20, a Ibersol. A SÁBADO apanhou-os (quase) desprevenidos, numa conversa que foi dos tempos da Sonae aos desafios da pandemia – e que ainda passou pelo jornalismo.

Em 1997, quando entrou em Bolsa, a Ibersol tinha 1.933 colaboradores e o volume de negócios representava cerca de 40 milhões de euros. No fim de setembro do ano passado, com 10 mil colaboradores a cargo, a empresa que representa marcas como a Pizza Hut, o Burger King ou o KFC registou um prejuízo de 36,9 milhões de euros.

Os valores não são obviamente comparáveis, mas dão para ter uma noção de como é que o grupo liderado por António Pinto de Sousa e Alberto Teixeira foi consolidando o seu crescimento desde a aquisição, em 1997, à Sonae, passando pela promoção ao PSI-20 em 2017, até aos dias de hoje. Com 68 e 73 anos, respetivamente, nenhum dos dois pensa retirar-se: "Quando as pessoas gostam do que fazem, vão vindo com gosto."


Ainda vos dá gozo trabalhar no setor?

Alberto Teixeira (AT) – Eu divirto-me. Venho todos os dias com muito prazer. 
António Pinto de Sousa (APS) – É uma distração e uma forma de manter a cabeça a funcionar. É evidente que se vai perdendo algumas faculdades, mas quando as pessoas gostam do que fazem vão vindo com gosto.

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