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Gigaliners vão ficar maiores. Supercamiões podem chegar aos 32 metros

Negócios 22 de janeiro de 2026 às 17:21

Governo avança com alterações ao regime dos veículos euro-modulares, permitindo a utilização de camiões ainda mais compridos que os atuais. Revisão visa alinhar as normas com as existentes em Espanha.

Os “gigaliners”, ou supercamiões, vão ficar ainda mais gigantes. O Governo decidiu avançar com alterações ao regime dos veículos euro-modulares, passando a permitir a circulação nas estradas nacionais de camiões ainda mais compridos, mas também mais pesados, tal como os que são já utilizados no mercado espanhol.
De acordo com o plano de Mobilidade 2.0 aprovado em Conselho de Ministros, vão ser alargados os “limites de comprimento e peso em vigor” para os supercamiões que podem circular no país. O comprimento máximo destes veículos vai crescer em quase 7 metros (o equivalente a praticamente dois utilitários). Estes veículos pesados, utilizados já por muitas empresas em Portugal, desde a Altri, para o transporte de madeira, até à Autoeuropa, para escoar a produção de T-Roc a partir de Palmela, têm, atualmente, 25,25 metros. Vão crescer para 32 metros, com um peso máximo de 72 toneladas (contra as 60 toneladas atuais).
Com a alteração dos limites é implementada também a possibilidade de estes supercamiões fazerem transporte de matérias perigosas, nomeadamente de combustíveis, mas em “percursos específicos” como para o Aeroporto de Lisboa, nota o Executivo. "O Aeroporto Humberto Delgado não tem pipeline - o Luís Vaz de Camões [o futuro aeroporto de Lisboa] terá -, sendo que todos os dias ao longo do ano é servido [de combustíveis] por 44 mil viagens para fornecerem jet fuel, gasolina e gasóleo", disse Miguel Pinto Luz. Com esta decisão, o ministro das Infraestruturas e Habitação diz que "podemos baixar para 22 mil" viagens. Isto numa infraestrutura que "vai ter de viver nos próximos 10 ou 12 anos". A medida visa, de acordo com o Governo, “permitir ganhos em eficiência económica e ambiental”. São dois efeitos que se complementam já que, reduzindo-se o número de viagens para o mesmo transporte, é possível diminuir os custos das operações, ao mesmo tempo que se evita a emissão de mais gases poluentes para a atmosfera fruto, entre outros, do menor consumo de combustível. O Governo justifica igualmente esta alteração com a necessidade de alinhar o regime vigente em Portugal “com o modelo implementado em Espanha”, o que até agora limitava a utilização dos “gigaliners” espanhóis nas estradas nacionais e deixava em desvantagem os supercamiões nacionais nas estradas do país vizinho.
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