Não chores, FC Porto, a história na Taça de Portugal é pior!

Não chores, FC Porto, a história na Taça de Portugal é pior!
Carlos Torres 21 de janeiro

A Taça da Liga vai na 14ª edição e ainda não foi desta que os dragões ganharam a prova – será uma maldição? O clube até foi (duplamente) o primeiro campeão nacional, mas na Taça de Portugal o jejum foi maior: o triunfo só chegou ao fim de 18 anos

Aconteceu ao minuto 79: Herrera rematou à entrada da área, o guarda-redes Renan Ribeiro tentou agarrar, mas deixou escapar a bola, e Fernando Andrade, na recarga, fez o 1-0 para o FC Porto na final da Taça da Liga de 2018/19. À medida que os minutos passavam e o jogo caminhava para o final, os adeptos portistas pensavam: é desta que ganhamos a Taça da Liga! Só que, aos 91 minutos, Óliver precipitou-se ao tentar aliviar a bola, não viu Diaby e acertou-lhe na perna. No penálti, Bas Dost não falhou e empatou o jogo, que seria ganho pelos leões nas grandes penalidades – foi a segunda Taça da Liga para o Sporting, que no ano anterior tinha eliminado o FC Porto nas meias-finais também nos penáltis.

Em 2019/20, com a final entre FC Porto e Sp. Braga empatada (0-0), parecia que tudo se ia resolver novamente nos penáltis. Mas Ricardo Horta, aos 95 minutos, depois de uma jogada confusa e de um ressalto de bola em Manafá, isolou-se e marcou, dando aos minhotos o triunfo na prova – o segundo troféu no seu historial (o outro também já tinha sido à custa dos dragões).

Esta época, na meia-final, novamente contra o Sporting, o FC Porto ficou à frente no marcador aos 79 minutos, por Marega, num remate fraco mas colocado à entrada da área, que passou pelo meio de vários defesas. Um golo que deixou a passagem para a final bem encaminhada. Mas, aos 86 minutos, Jovane, num remate bem colocado, que ainda bateu no poste, empatou. Nessa altura, todas as pessoas que estavam a ver o jogo devem ter pensado: Bom, lá vamos para os penáltis outra vez. Mas o mesmo Jovane, aos 94 minutos, e lançado em contra-ataque depois de uma perda de bola dos dragões junto à área do Sporting, isolou-se e desviou de forma subtil a bola do guarda-redes Diogo Costa, fazendo o 2-1 que apurou os leões para a final e voltando a deixar os portistas out.

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