MP pede prisão preventiva para os 23 arguidos envolvidos nos incidentes de Alcochete

M.B. , Lusa 20 de maio de 2018
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Ao pedir a medida de coação mais gravosa para os arguidos, o Ministério Público invocou "perigo de fuga, perigo de perturbação do decurso do inquérito", "perigo da continuação de actividade criminosa" e "perturbação da ordem pública".

suspeitos agressão Sporting Alcochete tribunal
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O Ministério Público pediu este domingo a prisão preventiva dos 23 arguidos envolvidos nos incidentes na Academia de Alcochete. Na terça-feira, cerca de 50 pessoas, de cara tapada, referenciados como membros da Juventude Leonina, invadiram a Academia e, depois de terem percorrido os relvados, chegaram ao balneário da equipa principal, agredindo vários jogadores, entre os quais Bas Dost, Acuña, Rui Patrício, William Carvalho, Battaglia e Misic e outros membros da equipa técnica.

Ao pedir a medida de coação mais gravosa para os arguidos, o Ministério Público invocou "perigo de fuga, perigo de perturbação do decurso do inquérito", "perigo da continuação de actividade criminosa" e "perturbação da ordem pública".

Após o Ministério Público propor esta medida de coação privativa da liberdade, caberá aos advogados de defesa pronunciarem-se sobre o pedido, sendo a última decisão a do juiz de instrução criminal.

Nos últimos dias, o juiz inquiriu no Tribunal do Barreiro os 23 envolvidos nos incidentes na academia de Alcochete, mas só nove é que optaram por prestar declarações.

Na quinta-feira, um despacho de uma procuradora do Departamento de Investigação e Acção Penal do Montijo (DIAP) referia que os adeptos do Sporting agiram com "total sentimento de impunidade". Por isso, no mesmo documento, a magistrada do MP considerou estarem verificados os perigos de continuação da actividade criminosa, alarme social e perturbação do inquérito.

No dia anterior, o Ministério Público tinha revelado que os 23 suspeitos detidos pelas agressões a jogadores e treinadores do Sporting na Academia de Alcochete estavam indiciados pelos crimes de "introdução em lugar vedado ao público, ameaça agravada, ofensa à integridade física qualificada, sequestro, dano com violência, detenção de arma proibida agravado, incêndio florestal, resistência e coação sobre funcionário e também de um crime de terrorismo". 

Em comunicado, o MP explicava que os detidos "entraram, sem autorização, naquelas instalações onde se encontrava a equipa principal do SCP, tendo ameaçado e agredido jogadores e técnicos e causado estragos nos equipamentos bem como em diversas viaturas".

Ainda que o MP não tivesse expressamente a necessidade de prisão preventiva, fontes próximas do processo ligadas à investigação e defesa asseguraram à SÁBADO que, perante o teor do primeiro despacho, o pedido ao juiz de instrução seria inevitável. Aliás, no próprio despacho, a procuradora referiu que os "ofendidos", ou seja, jogadores e treinadores, "ficaram atemorizados, com bastante medo e inquietação, encontrando-se afectados psicologicamente e com medo de represálias".

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