Presidente do FC Porto recordou decisão de se candidatar há quase dois anos.
André Villas-Boas concedeu uma entrevista ao jornal 'Marca',
de Espanha, enquanto embaixador da Fundação Laureus, mas o FC Porto acabou por
ser o tema principal da conversa. Considerando que o trabalho de presidente é "mais
stressante" do que o papel de técnico, o líder dos dragões foi questionado
sobre o trabalho desenvolvido e, em concreto, se consideraria convidar José
Mourinho, sempre uma figura de proa em Espanha dadas as suas passagens por
Barcelona e Real Madrid, para treinar os dragões no futuro.
André Villas-Boas, presidente do FC PortoLuís Vieira/Movephoto
"O FC Porto e os seus adeptos tiveram a oportunidade de
homenagear o José Mourinho quando saiu do Fenerbahçe, antes de assinar pelo
Benfica, o nosso grande rival. Penso que isso foi importante. Neste momento é
treinador do Benfica e de vez em quando trocamos mensagens, respeitando os
nossos clubes, porque lutamos pelo mesmo objetivo, o campeonato", revelou André
Villas-Boas.
Admitindo que não pensa voltar a treinar no futuro,
dedicando-se por inteiro ao papel de presidente do FC Porto, AVB contextualizou
a sua decisão de avançar com uma candidatura, elevando o legado de Pinto da
Costa: "Sempre quis ter uma carreira curta e treinei durante 13 anos. Nos últimos
estive a preparar-me para as eleições no FC Porto: a fechar o programa, a
organizar a minha equipa… Foi realmente emocionante. O clube ganhou muitos
títulos com Pinto da Costa, o presidente com mais êxito na Europa, mas era hora
de mudar, por isso decidir apresentar-me. Correu bem porque os sócios do FC
Porto queriam essa mudança. Procuravam estabilidade, sobretudo financeira."
Em jeito de balanço aos seus quase dois anos na liderança do
FC Porto, Villas-Boas deu conta do seu otimismo. "O papel de presidente é mais
stressante. Como treinador tens mais coisas debaixo de controlo: a equipa, a
preparação, as táticas… O papel de presidente é colocar as pessoas no seu lugar
correto em diferentes áreas, começando por todas as modalidades e seguindo com
tudo o que tem a ver com o grupo FC Porto: finanças, marketing, logística… Foi
um grande desafio", disse, concluindo: "Tivemos um primeiro ano difícil, um
primeiro ano de transformação, onde a maior parte do nosso foco estava nos
aspetos financeiros. Conseguimos equilibrá-los a longo prazo e agora colocamos
o foco e a estabilidade no plano desportivo. Contratámos Francesco Farioli, que
foi uma aposta certa. Estamos na liderança na 1.ª Liga, nas meias-finais da
Taça e nos quartos da Liga Europa. Por isso renovamos contrato com ele. Temos
uma grande confiança no seu trabalho e no futuro. Na formação também está tudo
um pouco mais estável. Há muitos jovens a evoluir e confio que, a longo prazo,
nos tragam estabilidade para que o FC Porto tenha mais êxito a nível nacional e
internacional."
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