Voronchikhina conquista primeiro ouro para a Rússia desde 2014 nos Jogos Paralímpicos
Francesa Aurélie Richard foi a segunda classificada na prova de super-G e a sueca Ebba Aarsjoe a terceira.
A esquiadora russa Varvara Voronchikhina sagrou-se esta segunda-feira campeã de super-G nos Jogos Paralímpicos de Inverno Milão-Cortina2026, tornando-se a primeira atleta a conquistar um título em representação da Rússia nesta competição desde 2014.
Voronchikhina, de 23 anos, que no sábado tinha arrecadado a medalha de bronze em downhill, foi hoje a mais forte na outra variante de esqui alpino, em Cortina d'Ampezzo, em Itália, impondo-se à francesa Aurélie Richard e à sueca Ebba Aarsjoe, segunda a terceira classificadas na prova de super-G.
Será a primeira vez que a bandeira russa será hasteada e o hino do país tocado nos Jogos Paralímpicos desde 2014, quando a competição se realizou na cidade russa de Sochi, em consequência da suspensão motivada pelo escândalo de doping com apoio estatal, e a estreia em uma grande competição internacional desde a invasão militar da Ucrânia, em fevereiro de 2022.
O Comité Paralímpico Internacional atribuiu vagas para a participação em Milão-Cortina2026 de seis atletas da Rússia e quatro da Bielorrússia, que já não necessitarão de disputar o evento - entre 06 e 15 de Marco - com símbolos neutros, um precedente que outros organismos desportivos poderão seguir.
A Ucrânia não escondeu a indignação logo após o anúncio do organismo olímpico, em 17 de fevereiro, e anunciou desde logo a intenção de boicotar a cerimónia de abertura, realizada na sexta-feira e na qual as comitivas da Rússia e da Bielorrússia foram vaiadas, tendo sido acompanhada no protesto por República Checa, Estónia, Finlândia, Letónia, Polónia e Lituânia.
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