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José Mourinho suspenso por um jogo e 11 dias após confusão no Benfica-FC Porto

Record 13 de março de 2026 às 07:56

Treinador encarnado foi ainda multado em 5.355 euros

José Mourinho foi suspenso por um jogo e 11 dias na sequência da expulsão no clássico com o FC Porto. De acordo com o mapa de castigos divulgado esta quinta-feira pelo Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol, o técnico do Benfica é punido com um jogo de castigo pelo cartão vermelho visto nesse jogo - por ter pontapeado uma bola na direção da bancada após o golo do empate a dois -, sendo os 11 dias de suspensão aplicados por conta da altercação com Lucho González após essa expulsão.

José Mourinho suspenso por um jogo e 11 dias após confusão no Benfica-FC Porto

Esta suspensão, refira-se, é dividida em duas fases: Mourinho irá primeiro cumprir o jogo de castigo (diante do Arouca, no sábado), sendo posteriormente cumprida a punição por dias, que o afastará do duelo com o V. Guimarães. Além da suspensão, Mourinho é ainda alvo de duas multas, com um total de 5355 euros.

"Aquando do golo da sua equipa, saiu deliberadamente da área técnica para agir de forma provocatória, correndo na direção do banco de suplentes da equipa adversária e chutou uma bola na direção da bancada, criando um conflito entre os bancos", pode ler-se no relatório do árbitro João Pinheiro. Já o relatório do delegado afirma o seguinte: "Aos 91 minutos na sequência do segundo golo visitado, o Treinador do Benfica, José Mourinho, correu em direção ao meio campo e pontapeou uma bola que estava no cone, em direção à bancada. Este comportamento despoletou uma reação adversa dos elementos visitantes instalados no banco de suplentes e suplementar, tendo provocado uma altercação entre os elementos dos dois bancos."

Na sequência da defesa do Benfica, as diferenças entre o relatório do árbitro e o do delegado são abordadas pelo CD que, no entanto, considera que "ambos coincidem no essencial" e que são "corroborados pelas imagens televisivas". "Analisada a defesa apresentada, entende o Conselho de Disciplina que os ficheiros audiovisuais remetidos e as imagens publicamente acessíveis não são de molde a pôr fundadamente em causa a veracidade das descrições factuais constantes do Relatório de Árbitro e do Relatório do Delegado (cf. Artigo 13.º, al. f), do RDLPFP). Com efeito, ainda que com diferente redação, o teor dos referidos relatórios coincide no essencial e é corroborado pelas imagens televisivas, permitindo concluir que, aos 91’, aquando do golo do empate da sua equipa, o treinador José Mourinho saiu da sua área técnica e correu na direção do banco de suplentes da equipa adversária, tendo-se imobilizado na zona do meio-campo e pontapeado a bola que estava no cone em direção à bancada (a qual passou, a baixa altura, entre o banco da equipa de arbitragem e um banco adicional). Este comportamento desencadeou uma reação adversa nos elementos da equipa adversária instalados no banco de suplementes e suplementar - que terão interpretado o gesto como provocatório, pelo contexto e momento do jogo em que ocorreu -, tendo-se gerado uma altercação entre os elementos de ambas as equipas", pode ler-se no mapa de castigos, com a seguinte conclusão: "não havendo qualquer evidência de má-fé (fraude, arbitrariedade ou corrupção), a decisão de exibição de cartão vermelho tomada pela equipa de arbitragem durante o jogo e relativa à aplicação das Leis do Jogo não pode ser reapreciada ou revertida, por força do princípio da autoridade do árbitro e da 'field of play doctrine' (cf. Artigo 13.º, al. g), do RDLPFP)." 

Do "és pequenino" ao "traidor"

O mapa de castigos revela ainda outra parte da discussão entre Mourinho e Lucho. Segundo o relatório do delegado da FPF, "aos 92 minutos, após expulsão pelo árbitro dos agentes desportivos, treinador principal visitado José Mourinho, e Delegado visitante, Luis González, na entrada para o túnel de acesso aos balneários, o treinador José Mourinho dirigiu-se ao Delegado Luis Gonzalez, fazendo gesto com dedo indicador a bater no polegar e repetindo várias vezes 'és pequenino' , tendo o Delegado respondido 'és um traidor' . Esta situação provocou uma altercação entre vários elementos que tentavam separar os ditos agentes desportivos."

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