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Jogos Olímpicos: Comité proíbe que ucraniano use capacete com imagens de atletas mortos na guerra

Lusa 10 de fevereiro de 2026 às 11:41

Comité Olímpico considera que o uso do capacete viola as regras que proíbem mensagens políticas nos jogos.

O Comité Olímpico Internacional (COI) negou esta terça-feira ao atleta ucraniano Vladyslav Heraskevych a possibilidade de usar, nos Jogos Olímpicos de Inverno Milão-Cortina2026, um capacete com imagens de atletas mortos durante a guerra com a Rússia.
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Vladyslav Heraskevych nos Jogos Olímpicos
Foto: Foto AP/Alessandra Tarantino
Vladyslav Heraskevych
Foto: Foto AP/Alessandra Tarantino
Vladyslav Heraskevych
Foto: Foto AP/Alessandra Tarantino
O COI considera que o uso do capacete violava as regras que proíbem mensagens políticas em Jogos Olímpicos, mas acabou por permitir que o ucraniano possa usar um fumo negro no braço nas provas de skeleton, algo que também foi negado no passado. "Penso que o que tentámos fazer foi atender os seus desejos com compaixão e compreensão. Ele expressou-se nas redes sociais e nos treinos e, como sabem, não o vamos impedir de se expressar em conferências de imprensa, nas zonas mistas e em outros locais. Achamos que este é um bom compromisso", disse o porta-voz do COI, Mark Adams. Vladyslav Heraskevych usou o capacete durante os treinos de skeleton em Cortina d'Ampezzo, com o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, a elogiar o seu compatriota.
"O capacete tem os retratos dos nossos atletas que foram mortos pela Rússia. O patinador artístico Dmytro Sharpar, morto em combate perto de Bakhmut, Yevhen Malyshev, um biatleta de 19 anos morto pelos ocupantes de Kharkiv, e outros atletas ucranianos, cujas vidas foram ceifadas pela Rússia", escreveu Zelensky, numa mensagem no Telegram. Contudo, Zelensky não deixou de criticar o COI por não permitir que Vladyslav Heraskevych pudesse usar o capacete. "Esta decisão parte-me o coração. Sinto que o Comité Olímpico Internacional está a trair os atletas que fizeram parte do movimento olímpico, ao não permitir que possam ser homenageados num local onde nunca mais poderão voltar a competir", lamentou.
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