Nova variante: Há razões para estarmos atentos, mas "não em pânico"

Nova variante: Há razões para estarmos atentos, mas 'não em pânico'
Lucília Galha 26 de novembro de 2021

Ainda não há certezas de que possa mesmo ser mais transmissível, nem sequer de que possa pôr em causa a eficácia das vacinas. "É cedo para especular", diz Miguel Prudêncio. Mesmo com tantas mutações, as diferenças podem não ser suficientes para o nosso organismo deixar de reconhecer o vírus.

Ainda que a notícia de uma nova variante potencialmente mais perigosa e transmissível do SARS-CoV-2 possa ser alarmante, calma: ainda é cedo para especular, concordam os especialistas ouvidos pela SÁBADO.

Aquilo que se sabe é que a B.1.1.529 foi identificada recentemente, já este mês de novembro, na África do Sul, associada ao aumento de casos de infeção ali registados. Tem um número de mutações na chamada proteína Spike (que é responsável pelo vírus invadir as nossas células) "anormalmente elevado", mas muitas delas já identificadas noutras variantes, e que se pensam estar associadas a uma maior transmissibilidade.

Contudo, "não existem quaisquer dados que indiquem que esta nova linhagem seja mais transmissível ou possa originar problemas em termos de eficácia vacinal", explica à SÁBADO o Núcleo de Bioinformática do Departamento de Doenças Infecciosas do Instituo Nacional Doutor Ricardo Jorge (INSA). Razão: nem sempre o aparecimento simultâneo de várias mutações tem tido consequências.

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