Energias renováveis têm de triplicar até 2030 para garantir transição energética

Energias renováveis têm de triplicar até 2030 para garantir transição energética
Diogo Camilo 13 de outubro

Relatório da Agência Internacional de Energia avisa que, ao ritmo atual, as emissões de carbono só serão reduzidas em 40% até 2050 - abaixo da meta proposta para a neutralidade carbónica (60%). Petróleo, carvão e gás natural representaram quase 80% da oferta mundial de energia em 2020 e as energias renováveis apenas 12%.

Ao ritmo atual, as emissões de carbono só serão reduzidas em 40% até 2050, muito abaixo da promessa dos 60% e atingir a neutralidade carbónica. Quem o diz é um relatório da Agência Internacional de Energia (IEA), que avisa que, se o mundo não triplicar o investimento em fontes de energia renovável até ao fim desta década, não serão atingidas as metas propostas para a transição energética.

No seu relatório anual, divulgado mais cedo para servir de orientação à Conferência sobre Alterações Climáticas da Organização das Nações Unidas (COP26), a IEA defende que o mundo "não está a investir o suficiente para atender às necessidades futuras da energia".

Segundo a agência internacional, "os gastos relativos à transição energética continuam a subir gradualmente, mas mantêm-se longe do necessário para corresponder à procura por serviços energéticos sustentáveis", exemplificando que, "se a estrada que temos pela frente for pavimentada apenas com boas intenções, a viagem será turbulenta".

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