Alterações climáticas vão derreter um terço dos glaciares dos Himalaias

Carolina R. Rodrigues 04 de fevereiro de 2019

Mesmo que as emissões de carbono sejam drasticamente reduzidas e que se consiga impedir que a temperatura média da Terra suba mais de 1,5 graus, 36% dos glaciares dos Himalaias estão condenados, defende um relatório publicado esta segunda-feira.

Pelo menos um terço das calotas polares dos Himalaias e da cordilheira Indocuche está condenado a derreter num futuro próximo por causa das alterações climáticas, segundo um relatório publicado esta segunda-feira pelo Centro Internacional para o Desenvolvimento Integrado das Montanhas (ICIMOD, acrónimo em Inglês), uma organização intergovernamental com sede em Katmandu, Nepal.

No amplo relatório, resultado de cinco anos de trabalho que envolveram mais de 325 investigadores de 185 instituições de 22 países, com uso de peer-review, é concluído que mesmo que as nações do mundo consigam reduzir drasticamente as emissões de carbono e consigam cumprir a meta mais ambiciosa do Acordo de Paris – limitar a subida média do planeta Terra em 1,5 graus - , estes feitos não irão impossibilitar que 36% dos glaciares do Hindu Kush e dos Himalaias, que abrangem a China, Nepal, Tibete, Paquistão, Índia e Butão, e Afeganistão, de estarem condenados a derreter até 2100.

Se a temperatura média do planeta chegar aos 2 graus, metade das calotas polares irão derreter até 2100, defende o estudo.  

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