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Mais de metade da população vai sofrer de obesidade em 2035

Débora Calheiros Lourenço 03 de março de 2023 às 09:23

A obesidade infantil está a aumentar a uma velocidade mais rápida. A obesidade entre rapazes com menos de 18 anos vai aumentar em 100%, chegando aos 208 milhões, já nas raparigas o crescimento será ainda mais acentuado, chegado aos 125%.

Mais de metade da população mundial estará acima do peso ou obesa até 2035, alertou um relatório daFederação Mundial de Obesidade.

Getty Images

Cerca de 38% da população mundial, cerca de 2,6 mil milhões de pessoas, já se encontra atualmente com sobrepeso ou obesidade. A investigação refere que se os governos não tomarem medidas para combater o excesso de peso, nos próximos 12 anos o número de pessoas com excesso de peso ou obesidade deverá alcançar os quatro mil milhões de pessoas, cerca de 51% da população mundial.

Assim, se a tendência atual permanecer o número de pessoas clinicamente obesas vai aumentar de uma em sete para uma em cada quatro pessoas em 2035. Vários estudos demonstram que a obesidade aumenta o risco de várias doenças como cancro, doenças cardíacas ou diabetes.

A obesidade infantil está a aumentar a uma velocidade mais rápida do que os adultos. Os investigadores consideram que a obesidade entre rapazes com menos de 18 anos vai aumentar em 100%, chegando aos 208 milhões, já nas raparigas o crescimento será ainda mais acentuado, chegado aos 125%.

Louise Baur, presidente da Federação Mundial de Obesidade, considerou que estas descobertas foram "um aviso claro que, ao não tratar a obesidade hoje, corremos o risco de sérias repercussões no futuro".

Assim sendo, os autores do relatório alertam para que os países tomem "ações ambiciosas e coordenadas" que constituam uma "resposta internacional robusta".

A Federação aconselha os governos a aumentarem os impostos ou restringirem a comercialização de alimentos ricos em gordura, sal ou açúcar. Outras estratégias passam por colocar os rótulos na parte da frente das embalagens que aumentar a qualidade e variedade dos alimentos saudáveis nas escolas.

O relatório demonstra ainda que muitos dos países mais pobres do mundo enfrentam os aumentos mais acentuados de obesidade e estão menos preparados para enfrentar a doença, nove dos dez países onde são esperados aumentos os maiores aumentos estão entre os países em desenvolvimento.

Níger, Papua Nova Guiné, Somália e República Centro-Africana foram considerados os países menos preparados para lidar com o aumento da obesidade.

Já do lado dos mais preparados para combater a doença estão a Suíça, Noruega, Finlândia, Islândia e a Suécia.

A Federação estima ainda que os gastos globais causados por obesidade e outras doenças relacionadas devem disparar a nível global alcançado os 4.10 biliões de euros em 2023, 3% do PIB global, causando um dano económico semelhante ao da combate à pandemia da covid-19.

A Federação Mundial da Obesidade é um conjunto de grupos de investigação científica relacionada com os temas da saúde que trabalha em estreita colaboração com várias agências globais, como a Organização Mundial de Saúde.

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