Ana Rita Cavaco
Ana Rita Cavaco

Maldito medo

A Direção-Geral da Saúde vai avançar com a vacinação preventiva contra a varíola dos macacos. Mais vale tarde do que nunca. Uso este exemplo para escrever sobre algo que me inquieta há vários anos: o culto português do silêncio.

O silêncio mata

A pergunta final que se impõe é da de perceber se tudo isto estaria a ser assim se, em vez de uma minoria ainda estigmatizada em termos de Saúde Pública, o surto estivesse a afetar casais heterossexuais e crianças.

A Sérgio o que é de Sérgio

Num momento em que o Governo decidiu lançar uma campanha contra a Ordem dos Enfermeiros, Sérgio Figueiredo esteve na primeira linha, ao permitir que uma reportagem fosse para o ar sem direito a contraditório, atentando contra o meu bom nome e da instituição que dirijo. Sérgio Figueiredo está a ser julgado por isso.

A Saúde não vai de férias

Ao contrário dos médicos a quem o Estado paga, e muito bem, o internato da especialidade, os enfermeiros são obrigados a pagar do seu próprio bolso; o Estado deve o pagamento de milhares de horas extraordinárias aos enfermeiros.

Tocam as sirenes

Perante este cenário, o Governo entende que voltar ao uso de máscaras e aos testes gratuitos seria um recuo. Errado. Está na hora de tentar travar esta onda para não haver necessidade de voltar a cancelar cirurgias, por exemplo.

Todos pela saúde

O novo Governo abriu a porta a um entendimento no sentido da valorização da carreira e das condições de trabalho. Acredito que está na hora de aproveitarmos esta oportunidade para construir, de uma vez por todas, um futuro diferente.

Um Governo para o PS

No próximo Governo de Portugal discute-se a liderança do PS. Estão lá todos, os mais sociais-democratas e os amigos da extrema-esquerda. Ao contrário do que se diz por aí, a equipa não é mais política do que técnica. É, isso sim, mais aparelhista e fiel.

Sem respeito e sem vergonha

Não me apetecia muito fazer juízos de valor sobre a intenção política deste desprezo, mas não posso deixar passar em claro a tremenda injustiça e falta de respeito pela classe que tenho orgulho em representar.

Há sempre a rua

O Governo tem duas hipóteses: ou mete a cabeça na areia, ou vem, de uma vez por todas, ouvir e valorizar os enfermeiros. Já ninguém aceita o jogo do faz de conta. Passaram seis anos, com dois anos de pandemia pelo meio. Os portugueses conhecem hoje, melhor do que nunca, o dia-a-dia daqueles que estão ao seu lado nos momentos de maior fragilidade.

Perigo absoluto

Este PS quer, ou não, reformar o SNS, dignificar os seus profissionais e garantir que milhões de portugueses não continuam excluidos do acesso a cuidados básicos?

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