Ana Rita Cavaco
Ana Rita Cavaco

Pisar o risco

No caso dos enfermeiros, a exposição ao risco não é uma situação conjuntural. Daí não ser possível resolver com prémios pontuais, decididos ao sabor das vontades momentâneas desde ou daquele Governo.

Primeiro a Ciência

Nos últimos 15 dias, entre o bitaite político e os dados científicos, fomos, felizmente, ouvindo quem pedisse paciência. É esse também o apelo que faço. Vamos deixar a ciência trabalhar e revelar os dados que pode revelar, a seu tempo. 

Sem foco

Estamos todos cansados, cidadãos e profissionais de saúde. Esta montanha russa em que se transformou a pandemia está a esgotar-nos e a fazer certos responsáveis perderem o foco, para não dizer o tino e o bom-senso.

É só bola

Nada contra as alegrias e os desamores associados ao futebol. Também gosto, confesso. Tenho é muita dificuldade em perceber que durante um mês, mais coisa menos coisa, se adie um País inteiro em nome do golo.

Um alerta global

Já não é apenas um grito local de sindicatos ou avisos de uma Ordem Profissional. O alerta agora é global e surge da própria Organização Mundial da Saúde (OMS). São precisos mais 6 milhões de enfermeiros e é urgente travar a fuga destes profissionais para os países mais ricos.

É possível outro caminho

Ninguém entenderia que depois de tudo aquilo que nos aconteceu, Portugal ignorasse mais uma vez os Enfermeiros e os tratasse como gente descartável que se usa e deita fora. Chegou a hora de colocar a valorização profissional dos Enfermeiros no topo das prioridades políticas deste país.

Não há bazucas grátis

Não aprendemos nada com aquilo que nos aconteceu desde a chegada da Pandemia. Às juras de amor eterno ao Serviço Nacional de Saúde, preparar-se agora, na obscuridade de um documento entregue em Bruxelas, mais uma machadada num dos pilares da nossa Democracia.

Ministra da Injustiça

Assim passam os dias no reino da impunidade. Enquanto milhares de pessoas prioritárias continuam à espera da vacina, profissionais de saúde incluídos, uns quantos chicos-espertos arranjam um esquema para furar a fila. O país incomoda-se, a investigação arranca e a ministra da justiça desvaloriza.

Desconfinar a duas vozes

Os factos são o que são. Marcelo queria desconfinar depois da Páscoa, António Costa avançou já. Vamos ter o regresso às escolas associado à promessa de vacinar professores e profissionais não docentes. É um erro associar as prioridades do plano de vacinação a critérios políticos, fugindo das decisões técnicas.

Sinais de liderança

Numa altura em que o País batia todos os recordes de número de mortos e infectados, assumindo nesta matéria a liderança de várias estatísticas internacionais, centenas de vacinas eram desviadas do caminho prioritário.

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