Ana Rita Cavaco
Ana Rita Cavaco

Um alerta global

Já não é apenas um grito local de sindicatos ou avisos de uma Ordem Profissional. O alerta agora é global e surge da própria Organização Mundial da Saúde (OMS). São precisos mais 6 milhões de enfermeiros e é urgente travar a fuga destes profissionais para os países mais ricos.

É possível outro caminho

Ninguém entenderia que depois de tudo aquilo que nos aconteceu, Portugal ignorasse mais uma vez os Enfermeiros e os tratasse como gente descartável que se usa e deita fora. Chegou a hora de colocar a valorização profissional dos Enfermeiros no topo das prioridades políticas deste país.

Não há bazucas grátis

Não aprendemos nada com aquilo que nos aconteceu desde a chegada da Pandemia. Às juras de amor eterno ao Serviço Nacional de Saúde, preparar-se agora, na obscuridade de um documento entregue em Bruxelas, mais uma machadada num dos pilares da nossa Democracia.

Ministra da Injustiça

Assim passam os dias no reino da impunidade. Enquanto milhares de pessoas prioritárias continuam à espera da vacina, profissionais de saúde incluídos, uns quantos chicos-espertos arranjam um esquema para furar a fila. O país incomoda-se, a investigação arranca e a ministra da justiça desvaloriza.

Desconfinar a duas vozes

Os factos são o que são. Marcelo queria desconfinar depois da Páscoa, António Costa avançou já. Vamos ter o regresso às escolas associado à promessa de vacinar professores e profissionais não docentes. É um erro associar as prioridades do plano de vacinação a critérios políticos, fugindo das decisões técnicas.

Sinais de liderança

Numa altura em que o País batia todos os recordes de número de mortos e infectados, assumindo nesta matéria a liderança de várias estatísticas internacionais, centenas de vacinas eram desviadas do caminho prioritário.

Vacina, Amor e Democracia

Vacinar é assistir ao triunfo da Democracia. Quem vacina não distingue ricos de pobres, doutorados de analfabetos, directores de subordinados. Não há raças, credos ou patentes. Vacinar é igualar em dignidade todas mulheres e todos os homens, porque o sucesso da vacinação em massa é o triunfo da civilização sobre a barbárie. O sucumbir do medo às mãos da ciência.

Tudo pelo ar

É esta a história das nossas vidas, de calculadora na mão a ver quanto do nosso suor, mérito e trabalho foi entregue para salvar prejuízos de privados.

Um orçamento contra os enfermeiros

Está aprovado mais um Orçamento do Estado. Escrevo "mais um" porque, para os Enfermeiros, não traz praticamente nada de novo. Este OE é uma oportunidade perdida. Mais uma. Para um documento que se anuncia como de esquerda, fica longe do sentido de justiça que lhe era devido.

O tempo da vergonha

Contado ninguém acredita. Em plena pandemia, com os serviços a rebentar pelas costuras e o País em Estado de Emergência, há Enfermeiros em risco de serem despedidos e, noutro caso, obrigados a trabalhar infetados. Estamos a chegar ao grau zero da decência

Perdemos tempo e oportunidades

“O Ministério da Saúde sabe que não abriu um único concurso para Enfermeiros de cuidados gerais, ou especialistas, desde o início do ano. Foram, de facto, contratados, cerca de 1400 profissionais, mas esse é um número em linha com as contratações que são feitas todos os anos. A este número junta-se outro: quatro. Sim. Quatro meses de contrato. É isto que o Estado oferece a quem decide combater a Pandemia e cuidar do outro”

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