É mesmo preciso “uma ajudinha”
Ana Rita Cavaco Bastonária da Ordem dos Enfermeiros
29 de outubro

É mesmo preciso “uma ajudinha”

A imagem de dezenas de timorenses a dormir ao relento, a fugir da chuva, faz corar qualquer português de vergonha. E sim, senhor Presidente, se calhar é mesmo preciso “uma ajudinha”.

ARZO ROSALINO tem frio, fome e saudades de casa. Está sentado à porta da Sé de Lisboa, ele e outros timorenses, à espera do direito de sonhar. Portugal recebeu durante o verão cerca de 3.000 jovens de Timor Leste, um número que contrasta com os 350 do ano anterior. O resultado está à vista de quem assiste ao cair da noite na cidade, na escuridão dos becos, ou mais longe, no Alentejo, onde cabem mais de 20 seres humanos num anexo para dois.

Para continuar a ler
Já tem conta? Faça login
Para activar o código da revista, clique aqui