“Os médicos também vão à Net procurar respostas”, diz a médica de Dr. House

Susana Lúcio 10 de novembro de 2018

Depois de inspirar a criação da série premiada Dr. House, a médica internista norte-americana Lisa Sanders está a preparar uma série documental com o The New York Times sobre diagnósticos de doenças raras, que será transmitida na Netflix em 2019.

Fascinada pelo processo do diagnóstico, a médica internista norte-americana Lisa Sanders esteve em Lisboa, na 10ª iMed Conference – organizada pela Associação de Estudantes da Nova Medical School, no passado fim-de-semana. Ali, desafiou estudantes portugueses a resolver mistérios clínicos, o mesmo desafio que lançou aos leitores do jornal The New York Times (NYT).

Está a fazer uma série documental com o NYT. De que se trata?
Resolvemos pegar em casos de diagnóstico complicados e apresentá-los aos leitores para ver se conseguimos informação útil. E tem sido extraordinário. Não posso divulgar muito, mas para quase todos os casos que apresentámos, recolhemos informações importantes que têm beneficiado os doentes. Nem sempre é um diagnóstico. Um dos casos, uma menina, já tinha um diagnóstico genético. É uma doença rara que foi diagnostica pelo Programa de Doenças Não Diagnosticadas do Instituto Nacional de Saúde. Eles identificaram o gene que provocava o problema, disseram-lhe que não tinha cura e desejaram-lhe boa sorte. Nós apresentámos o caso dela no jornal, perguntámos se alguém tinha os mesmos sintomas ou se alguém estava a pesquisar sobre o problema. Responderam vários investigadores que estão a estudar o receptor do gene defeituoso.

É dirigido também a médicos?
Sim. As pessoas podem reconhecer os sintomas em familiares. Mas os médicos podem contribuir com mais conhecimento. Por isso, publico alguns documentos e exames da ficha médica dos doentes para que eles contribuam com informação que eu, por exemplo, não saiba. Já aconteceu várias vezes.

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