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Mães há muitas, mas quem são as que não arredam dos protestos pela habitação?

Dizem-se apartidárias, mas nem por isso desejam ficar de fora da luta, mostrando indignação perante a violência policial para com os filhos que estão nas acampadas.

Quando no sábado, pelas oito da noite, as Acampadas de Lisboa e do Porto forem envolvidas num abraço, saberemos que aquela proteção é de mãe. Uma hora antes, esses mesmos braços cuidadores e preocupados hão de reunir-se numa vigília silenciosa, com velas a pilhas e telemóveis ligados nas lanternas, numa assentada, para usar o termo da organização, nas duas cidades em que se tem verificado o epicentro dos protestos, em contraste com a gritaria em redor das concentrações pacíficas pela crise habitacional vivida por (quase) todos em Portugal, desde 10 de outubro. 

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