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Fazer desportos extremos nas férias

Susana Lúcio
Susana Lúcio 19 de agosto de 2025 às 23:00

Correr durante centenas de quilómetros sem saber quando é a meta parece insano, mas desenvolve resistência física e proporciona bem-estar emocional. Quatro praticantes explicam como.

Luís Vieira sentia-se mal. Depois de três dias a remar pelo rio Yukon, que corre pelo Canadá até ao Alasca, nos Estados Unidos, não aguentava comida no estômago. O companheiro na canoa, António Palavra, sofria com as poucas horas de sono, parecia-lhe ver vultos, mas continuava a remar. Tinham percorrido metade dos mais de 1.600 quilómetros da mais longa e dura prova de canoagem do mundo, a Yukon 1000. É que, para além da distância, os participantes seguem por uma região selvagem em total autonomia. “Foi duríssimo: remavamos durante 18 horas por dia, depois tínhamos de encontrar um local para montar a tenda, filtrar água, comer, ter cuidado com os ursos e dormíamos umas três horas”, conta Luís Vieira, de 52 anos, optometrista de profissão. Transportavam na canoa cerca de 30 kg de equipamento, incluindo um kit de reparação e óculos de natação com tubo para o caso de se depararem com um incêndio florestal.

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