A nova vida das enfermeiras portuguesas no estrangeiro

A nova vida das enfermeiras portuguesas no estrangeiro
Lucília Galha 08 de setembro de 2019

Os países árabes e os Estados Unidos são agora os destinos de eleição. Chegam a ganhar 60 euros por hora e a ter 54 dias de férias. Mas há quem não aguente as leis da Arábia Saudita – como poder ser presa por andar com um amigo em público.

Nunca se esqueceu daquilo que um professor da faculdade lhe disse uma vez: "Porque não existem enfermeiros na política? Temos um conhecimento do sistema de saúde mais realista do que muitos deputados." Mas o que a levou mesmo a querer mudar foi aquele momento, no Natal de 2007, em que foi levantar o recibo de vencimento juntamente com a sua chefe de equipa. Sofia Macedo trabalhava então na Unidade de Cirurgia Cardiotorácica do Hospital de São João, no Porto. A sua chefe de equipa tinha mais nove
anos de experiência do que ela, mas os salários eram iguais. "Aquilo chocou-me. A ideia de ser enfermeira só por vocação, quando este é um trabalho de grande risco e desgaste, não faz sentido", diz à SÁBADO.

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