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Relatório da Google indica que turistas indianos viajam mais, gastam mais e preferem conhecimento ao preço. A crónica de Ricardo Santos na SÁBADO Viajante.
A Índia é um dos mercados mundiais de turismo em maior crescimento. O segundo mais rápido a crescer, depois dos EUA. Em 2024, foram quase 40 milhões de indianos a sair do país para conhecer o mundo. Os dados são de um relatório da Google e da empresa de pesquisas de mercado, Kantar, e foi veiculado pelo site de notícias de viagem, Skift. Os dados apontam para uma redefinição do mercado global das viagens, já que não se trata de um tipo de viajante de baixo orçamento, em busca de pechinchas, hostels e fast food. São pessoas em busca de conhecimento e de identificação com os destinos, de história e de conexões ao seu país. Outra grande transformação a que se assiste, segundo o relatório da Google, é a forma como estes novos viajantes encontram a sua informação: Youtube, Inteligência Artificial e redes sociais, sendo que a primeira é a preferida. Os vídeos funcionam como tutoriais para escolher o que visitar em determinado destino, seja um restaurante ou um miradouro tornado sucesso devido a milhões de visualizações.
Quase 90% dos cidadãos indianos inquiridos (88%) afirmam estar impacientes para viajar, muitos deles pela primeira vez. Em relação aos custos das viagens, 81% dizem estar prontos para gastar e conhecer o mundo. As despesas para irem ao estrangeiro já mais que triplicam o orçamento para viagens internas, naquele que é o sétimo maior país do mundo e um dos mais diversos em cultura e paisagem.
Pois é, o mundo mudou. Às vezes, focados apenas no nosso quintal português, europeu e ocidental, nem nos damos conta (se não procurarmos essa informação ou viajarmos por ela) de que há uma maioria populacional no planeta que há muito deixou de ser silenciosa. O tristemente apelidado Terceiro Mundo fez-se à vida enquanto os “civilizados” se tornaram autofágicos. A Índia é só um exemplo, mas poderia ser a China, o Usbequistão ou a Indonésia. Estão lá longe, pouco vamos sabendo deles na comunicação social. Quando sabemos, é por uma tragédia, uma escandaleira ou um fait divers relacionado com uma qualquer celebridade.
Olhamos pouco para quem partilha o mundo connosco. Esteja o outro na porta ao lado ou a 10 mil quilómetros de distância. Talvez isso também ajude a explicar a quebra abrupta na bolsa dos valores éticos, morais e humanos a que assistimos nos nossos quintais.
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