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Mundial'2026: Bélgica resiliente arrasa Estados Unidos na presença de Balogun

Lusa 07 de julho de 2026 às 07:37

Jogador estava castigado mas foi despenalizado pela FIFA a pedido de Trump.

 A Bélgica acedeu na segunda-feira aos quartos de final do Mundial2026 de futebol, ao dominar os Estados Unidos (4-1), apesar da titularidade nos coanfitriões do avançado Folarin Balogun, cujo castigo foi controversamente suspenso pela FIFA.

Bolagun jogou mas nem assim os EUA bateram a Bélgica AP

No Estádio Lumen Field, em Seattle, Charles De Ketelaere (nove e 33 minutos) e os suplentes Hans Vanaken (57), após um erro do guarda-redes Matt Freese, e Romelu Lukaku (90+3) garantiram o êxito europeu, de nada valendo o livre direto de Malik Tillman (31), nascido precisamente de uma falta sobre Balogun, autor de três dos 11 golos norte-americanos na prova.

A Bélgica jogou sob protesto, um dia depois de a FIFA suspender por um período probatório de um ano a suspensão de uma partida determinada a Balogun, que pôde alinhar nos 'oitavos', embora tenha sido expulso na vitória frente à Bósnia-Herzegovina (2-0), na ronda anterior.

Dodi Lukébakio, do Benfica, atuou de início pelos 'diabos vermelhos', que continuam sem utilizar Zeno Debast, do Sporting, e regressam ao top 8 volvidos oito anos sobre o seu melhor resultado, com a medalha de bronze.

Na sexta-feira, em Inglewood, a Bélgica discutirá o acesso às 'meias' com a detentora do cetro europeu Espanha, campeã em 2010 e vitoriosa diante de Portugal (1-0).

De fora ficam os Estados Unidos, que reeditaram o afastamento de 2014 frente aos belgas nesta fase, da qual não passam desde 2002, e tiveram o mesmo desempenho de México e Canadá, os outros coanfitriões da prova.

Um remate de longe de Timothy Castagne defendido por Freese antes dos 50 segundos impulsionou um início afirmativo da Bélgica, cujo capitão Youri Tielemans falharia a emenda a passe do lateral direito (oito minutos).

Os europeus mostraram maior eficácia logo a seguir, ao nono minuto, quando De Ketelaere concluiu uma jogada de insistência, servido na esquerda por Nicolas Raskin, uma das quatro novidades no 'onze' inicial.

Amadou Onana também estava de volta à titularidade, mas saiu por lesão a caminho da pausa para hidratação, momento a partir do qual os norte-americanos refrearam o ímpeto contrário e resgataram alguma serenidade.

Aos 31 minutos, no primeiro remate dos Estados Unidos, Tillman anotou de livre direto, tal como no jogo anterior, capitalizando um desvio em Vanaken na barreira defensiva.

Os coanfitriões, sem novidades nas escolhas iniciais, mal tiveram tempo para se empolgarem, uma vez que, aos 33 minutos, De Ketelaere 'bisou' de cabeça, ao corresponder ao centro na esquerda de Leandro Trossard.

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Até ao intervalo, a Bélgica continuou perigosa por Raskin (39 minutos) e Lukébakio (43), num cabeceamento para fora, após livre lateral de Maxim De Cuyper, enquanto Balogun finalizou por cima já na pequena área (45).

Os Estados Unidos exerceram maior ascendente na segunda parte, mas pecaram novamente na retaguarda aos 57 minutos, já que De Ketelaere desarmou Freese, que hesitou depois de sair da área para captar uma bola longa de Brandon Mechele, com Vanaken a atirar para uma baliza deserta.

A tarefa norte-americana ficava ainda mais árdua e piorou com a saída do capitão Christian Pulisic, por queixas físicas, tendo Sebastian Berhalter (79 minutos) e Balogun (83), para defesa de Thibaut Courtois, feito as últimas ameaças, antes do golpe final do adversário no período de compensação.

Vanaken intercetou um passe de Chris Richards na direita, perto da linha de fundo, e Lukaku tornou-se o primeiro na história da prova a marcar como suplente em três encontros na mesma edição, contribuindo para a 18.ª partida consecutiva sem perder da Bélgica - 12 vitórias e seis empates.

Jogo no Estádio Lumen Field, em Seattle, nos Estados Unidos.

Estados Unidos - Bélgica, 1-4.

Ao intervalo: 1-2.

Marcadores:

0-1, Charles De Ketelaere, 09 minutos.

1-1, Malik Tillman, 31.

1-2, Charles De Ketelaere, 33.

1-3, Hans Vanaken, 57.

1-4, Romelu Lukaku, 90+3.

Equipas:

Estados Unidos: Matt Freese, Alex Freeman, Chris Richards, Tim Ream, Antonee Robinson (Max Arfsten, 90+2), Tyler Adams (Ricardo Pepi, 72), Malik Tillman, Weston McKennie, Sergiño Dest (Giovanni Reyna, 46), Christian Pulisic (Sebastian Berhalter, 59) e Folarin Balogun (Haji Wright, 90+2).

Selecionador: Mauricio Pochettino.

Bélgica: Thibaut Courtois, Timothy Castagne, Brandon Mechele, Nathan Ngoy, Maxim De Cuyper, Amadou Onana (Hans Vanaken, 21), Nicolas Raskin (Axel Witsel, 89), Dodi Lukébakio (Jérémy Doku, 67), Youri Tielemans, Leandro Trossard (Alexis Saelemaekers, 89) e Charles De Ketelaere (Romelu Lukaku, 67).

Selecionador: Rudi Garcia.

Árbitro: Adham Makhadmeh (Jordânia).

Ação disciplinar: Cartão amarelo para Weston McKennie (35) e Malik Tillman (69).

Assistência: 66.925 espetadores.

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