Investigação da ‘Operação Influencer’ pesca provas no processo ‘Marquês’
Procuradores pediram autos de busca à casa e ao gabinete de Vítor Escária. Ex-chefe de gabinete de António Costa em São Bento é suspeito de tráfico de influências.
Procuradores pediram autos de busca à casa e ao gabinete de Vítor Escária. Ex-chefe de gabinete de António Costa em São Bento é suspeito de tráfico de influências.
Desde autarquias, passando por sedes partidárias e a governos, há cada vez mais operações de buscas em centros de decisão política, com particular enfoque em autarquias. Mas os processos continuam a arrastar-se na justiça.
Segundo a TVI/CNN, António Costa falou com o amigo Diogo Lacerda Machado sobre o projeto Start Campus, em Sines, contrariando a versão apresentada em novembro de 2023 pelo ex-primeiro ministro.
Luís Neves irá suceder a Maria Lúcia Amaral, que apresentou a sua demissão no início de fevereiro, e tomará posse na segunda-feira.
Antigo primeiro-ministro voltou a passar uns dias fora do País.
Acusação defende que o grupo terá pago quase 2,4 milhões de euros a José Sócrates para obter apoio privilegiado no concurso para a construção de habitação social no país.
Não é possível condenar convictamente um alegado abuso e, ao mesmo tempo, quem nos permitiu ter conhecimento desse abuso.
A defesa de António Costa pediu esta quarta-feira, mais uma vez, que o MP clarifique as escutas feitas ao ex-primeiro-ministro e esclareça a fuga de informação de um processo que está em segredo de justiça.
São perto de 50 as comunicações de António Costa intercetadas. O ex-presidente do Supremo alertou para riscos de escrutínio da ação política pela justiça, mas outra decisão deste tribunal validou a manutenção das conversas num processo que escutou mais de 20 pessoas, apanhando na rede desabafos, cunhas, a gestão do governo e do PS.
Líder do PS pede esclarecimentos "cabais" da PGR e o apuramento de responsabilidades.
Presidente admite que todos os portugueses "querem saber o que se passou".
A PGR refere que escuta não foi validada "por razões técnicas diversas".
Em causa estão contactos entre Costa e os arguidos João Galamba, Lacerda Machado e Matos Fernandes.
Num dia, o PGR disse que a investigação ao megaprocesso estava pendente por um recurso. Noutro, a Relação de Lisboa desmentiu-o. O dirigente sindical Paulo Lona aponta para a falta de oficiais de justiça, que notifiquem de forma célere, e para a urgência do avanço tecnológico.
Amadeu Guerra garantiu que o MP estava dependente na Operação Influencer de um recurso interposto pelos arguidos, alegadamente, em apreciação no Tribunal da Relação de Lisboa.