Dicionário eleitoral – parte 2
Sem maioria absoluta, seja a solo ou com a Iniciativa Liberal, vem aí mais do mesmo. No fundo, o seguro de vida de Montenegro é o estado comatoso em que os portugueses colocaram o PS.
Sem maioria absoluta, seja a solo ou com a Iniciativa Liberal, vem aí mais do mesmo. No fundo, o seguro de vida de Montenegro é o estado comatoso em que os portugueses colocaram o PS.
O novo álbum de Cátia Oliveira é mais um disco onde cabem anotações políticas, amor e desamor. Um álbum sonhador e dorido, crente na independência da música e da poesia.
Rui Tavares e Inês Sousa Real estiveram frente a frente num debate para as eleições legislativas de 2025.
Foi um duelo de suplentes. Mas Nuno Melo e Inês Sousa Real até se esforçaram. Quase sempre cordatos, trouxeram para o debate os temas (e as frases) do costume, da imigração à guerra, da crise climáticas às touradas, da habitação à saúde animal. No final, Nuno Melo deixou uma bicada: "Eu gosto de animais, mas coloco as pessoas antes dos animais".
Em dois meses, o tema da atividade tauromáquica foi duas vezes debatido no Parlamento e suscitou reações acesas. Os aficionados ganharam hoje a batalha do IVA, que cai de 23 para 6%.
São 2.161 documentos para o Governo fazer obras por todo País, algumas quase faraónicas, outras comezinhas, que vão da construção de regadios a maus cheiros em aterros. Também há propostas sobre armas, touradas, patrulhas acrobáticas, peixe-espada, direitos LGBT, matadouros, jacintos-de-água, streaming ou expropriação da Cova da Moura.
Populações de Valência foram vítimas de uma tromba de água bíblica e de uma teia de guerras partidárias que incluiu até negacionismos climáticos. Os Reis deram a cara à lama. E à fúria.
Carina Pereira recolheu assinaturas e redigiu a iniciativa legislativa, mas não a pôde ver aprovada. Foram outras mães que concluíram a sua luta.
A intenção do PAN era deixar nas mãos dos cidadãos a decisão de abolir ou não estas atividades, mas a proposta de referendo não mereceu apoio da maioria do parlamento, mesmo dos partidos que se assumiram contra as touradas.
Bebia chocolate, usava casacos bordados a ouro e tinha representantes em todas as cortes para estar a par da moda. Durante o seu longo reinado o estado recebeu 57 toneladas de ouro.
Por toda a Europa, no que se apregoa (não sem razão) como “maior exercício de democracia do mundo”, muitos vencedores são, ao mesmo tempo, vencidos. É o caso de Portugal.
A questão de transmitir ou não touradas não depende da "opinião de A, B ou C", mas é "quase institucional", apontou a provedora, assegurando que a RTP "não pode ir contra o Conselho Geral Independente", explicou Ana Sousa Dias.
O candidato da AD implicou com a moderadora, não soube defender-se em vários temas, e pareceu mal informado noutros. O facto de ter sido arrogante só fez com tudo isso se notasse mais, num debate em que Marta Temido também não brilhou (e podia), Pedro Fidalgo Marques fez uma salada de frutas de temas e só Catarina Martins pareceu saber o que estava ali a fazer.
Em rigor, André Ventura nem precisava de fazer campanha desde 2019; todos fizeram campanha por ele, a começar por um PS que viu no Chega o seu passaporte para a “mexicanização” do regime, ou seja, para se eternizar no poder.