Guerra no Sudão privou de educação até agora mais de oito milhões de crianças
O Sudão tem sido devastado desde abril de 2023 por uma guerra pelo poder entre o exército regular e os paramilitares das Forças de Apoio Rápido (FSR).
O Sudão tem sido devastado desde abril de 2023 por uma guerra pelo poder entre o exército regular e os paramilitares das Forças de Apoio Rápido (FSR).
Foram registados um total de 1.348 ataques a instalações médicas, que resultaram na morte de 1.981 pessoas, em 2025. O Sudão do Sul foi o país mais afetado.
Um ataque com drone atingiu uma instalação das Nações Unidas no centro do Sudão, este sábado, provocando a morte de seis militares da missão de paz da ONU. O secretário-geral, António Guterres, classificou o ataque como “injustificável” e alertou que poderá constituir um crime de guerra.
A agência das Nações Unidas para a infância (UNICEF) indicou que o ataque tinha matado mais de 10 crianças entre os cinco e os sete anos, enquanto as autoridades alinhadas com o exército estimavam o número de mortos em 79, incluindo 43 crianças.
O conflito, que dura há mais de dois anos, causou a morte de pelo menos 40 mil e forçou 12 milhões de pessoas a abandonar as suas casas.
Após terem capturado a cidade de Al-Fashir, no oeste do Sudão, a 26 de outubro, os paramilitares das Forças de Apoio Rápido parecem estar a dirigir a ofensiva para a região de Kordofan (centro) e para Cartum.
O barco, que transportava mais de 70 pessoas do Sudão e do Sudão do Sul terá partido a 9 de setembro de uma praia perto da cidade de Kambout.
Movimento do Exército de Libertação do Sudão apelou às Nações Unidas para que prestem apoio na recuperação dos corpos e na remoção dos escombros.
Os sete deportados enviados para o Ruanda juntam-se aos anteriormente recebidos pelo Sudão do Sul e pelo Essuatíni.
A guerra civil, a fome e as doenças continuam a agravar-se no país onde grassa a maior crise humanitária do mundo. Não há paz à vista - e mais de 30 milhões a dependerem de ajuda externa para viver.
A crise humanitária em El Fasher, no Sudão, fez com que as pessoas, incluindo crianças, começassem a ingerir comida para animais para combater a fome.
"Os conflitos continuam a disseminar a fome em Gaza, no Sudão e em outros territórios. A fome alimenta a instabilidade e mina a paz", lamentou o secretário-geral da ONU.
O palácio presidencial e os edifícios governamentais, no centro de Cartum, entre outros edifícios vitais, incluindo o aeroporto internacional, bem como vários bairros estratégicos da capital, estavam controlados pelas RSF, desde o início da guerra no Sudão, em abril de 2023.
Rivalidades étnicas e tribais já provocaram 150 mil mortos e tornaram “normal” a violação massiva de mulheres, a escravidão sexual e as mutilações.
O número aumentou 49% nos últimos cinco anos, alimentado pela escalada de conflitos recentes e prolongados na Etiópia, na RDC, no Sudão e na Ucrânia, destacou o Centro de Monitorização de Deslocados Internos.
A OMS acredita que 166 milhões de pessoas vão precisar de assistência médica em todo o mundo este ano, especialmente nos territórios palestinianos, Ucrânia, Afeganistão, Haiti e Sudão.