Ventura e a economia: uma relação complicada
A exigência descabida de baixar a idade legal da reforma é mais do que um pretexto para não aprovar a reforma laboral: é a confirmação de um vazio
A exigência descabida de baixar a idade legal da reforma é mais do que um pretexto para não aprovar a reforma laboral: é a confirmação de um vazio
Luís Montenegro disse que, sem entendimento na concertação social, a última palavra sobre o pacote laboral cabe à Assembleia da República.
Durante a tarde desta sexta-feira, milhares de pessoas juntaram-se às comemorações do 1.º Maio, na manifestação convocada pela CGTP entre o Martim Moniz e a Alameda D. Afonso Henrique, em Lisboa. A UGT concentrou-se no Jamor.
"Trabalho com direitos é trabalho com futuro" é uma das frases que se lê numa das bandeiras que decoram o espaço em frente ao palco.
A diretora-executiva da Sábado, Maria Henrique Espada, e a analista política Sílvia Mangerona falaram sobre o prolongamento das negociações entre o Governo e a UGT sobre o novo pacote laboral. Sílvia Mangerona destacou que o processo já dura há nove meses e soma mais de 50 reuniões. Maria Henrique Espada considerou que "estamos um na luta pela narrativa, [...] por poder dizer quem cedeu e quem fez tudo que era possível".
Negociações duraram nove meses. Questões como o "outsourcing" ou o banco de horas eram cruciais para a central sindicalista e motivaram o chumbo da proposta.
Mário Mourão disse que o secretariado da UGT ainda está a analisar a última versão da proposta apresentada pelo Governo e que só na quinta-feira irá emitir uma decisão. Já a CGTP esteve hoje reunida com Seguro para denunciar a tentativa do Executivo em afastá-la do processo.
"Isto é um exemplo de má governação e de má negociação que está a afetar efetivamente e pode pôr em causa irremediavelmente esta legislação do trabalho", considerou.
Rosário Palma Ramalho considerou que o processo negocial "durou o tempo que tinha que durar".
Manifestação contra a reforma laboral realizou-se esta sexta-feira em Lisboa e juntou políticos de vários partidos. O BE garantiu que "a versão entregue é mais grave do que a anterior". Já o PCP acusou o Governo de "tentar impor pela janela aquilo que não conseguiu pela porta".
Faz hoje dois anos que o primeiro-ministro tomou posse.
Perante uma crise na maior economia do bloco europeu, o vice-chanceler alemão propõe uma lista de alterações ao mercado de trabalho. Mas a oposição promete oferecer resistência.
O secretário-geral do Partido Socialista (PS) afirmou esta quarta-feira, durante o debate quinzenal no Parlamento, que as matérias em discussão no pacote de reforma laboral são "muito sensíveis", garantido que há propostas que o partido nunca aceitará.
Luís Montenegro falava no debate quinzenal no parlamento, onde, além de anunciar medidas para mitigar os efeitos da guerra no Médio Oriente na economia, quis também sublinhar o que chamou de “agenda transformadora” do Governo.
Os bastidores do pacote laboral, o Estreito de Ormuz, os Óscares e uma série sobre sororidade
Erros políticos, greve e um novo ator: como a UGT, que representa um número residual dos traba lhadores do privado, ganhou protagonismo nas negociações da reforma laboral