Agricultores concentram-se hoje no parlamento para exigir medidas de apoio
Delegação vai exigir medidas no montante de €140 milhões.
Delegação vai exigir medidas no montante de €140 milhões.
Os agricultores europeus têm-se manifestado contra o novo acordo entre a UE e o Mercosul, que poderá ser penalizador para pequenos e médios produtores, acarreta consequências ambientais e pode resultar numa diminuição da qualidade dos alimentos.
Álvaro Mendonça e Moura considera que o acordo "é globalmente positivo" para a agricultura portuguesa.
São esperados mais de 12 mil agricultores dos diferentes Estados-membros. Confederação de Agricultores Portugueses também vai estar no protesto.
UE vai reduzir orçamento destinado à agricultura. CAP considera que "Portugal será muito mais prejudicado do que outros países".
Segundo a CIP, o objetivo é aplicar a isenção de IRS e Taxa Social Única (TSU) aos prémios de produtividade, de desempenho, participação nos lucros e gratificações de balanço.
O presidente da Confederação dos Agricultores de Portugal saudou a definição no acordo, sem "margem para dúvidas", de objetivos, fluxos processuais e obrigações das partes, considerando que tal "representa um virar de página relativamente ao que até agora funcionou menos bem".
À SÁBADO, as Confederações do Turismo e da Agricultura dizem-se satisfeitos com as medidas anunciadas, mas pedem reforços nos consulados e aposta nas autarquias.
Governo admitiu que 40% do País está em seca. Associações de agricultores apontam o dedo ao executivo por inação.
Os agricultores vão continuar a sair à rua para exigir a demissão de Maria do Céu Antunes e a revogação de políticas controversas, mas há problemas no setor que exigem uma reestruturação mais profunda.
O acordo de médio prazo para a melhoria de rendimentos, salários e competitividade foi assinado hoje em Lisboa pelo primeiro-ministro, António Costa, e pelos representantes da Confederação dos Agricultores Portugueses (CAP), da Confederação Empresarial de Portugal (CIP), da Confederação do Turismo de Portugal (CTP) e da União Geral dos Trabalhadores (UGT).
Eduardo Oliveira e Sousa, o presidente da Confederação dos Agricultores de Portugal considera que problema não é compensado pelos trabalhadores temporários.
À subida dos custos dos fatores de produção, acresce ainda a escassez de "todo o tipo de produtos e equipamentos", verificando-se "atrasos já muito significativos nas entregas", alerta a Confederação dos Agricultores de Portugal.
O Presidente da República já ouviu parceiros sociais e partidos, mas disse aos patrões que fará ainda novas audiências bilaterais com eles, mais à frente. Eventualmente, já a meio de novembro.
Agricultores e empresas florestais pediram a Marcelo que "não promulgue automaticamente a legislação que vier a ser aprovada na reunião".