A nomeação do PGR
Para lá da lei, foi Cunha Rodrigues que definiu o cargo de procurador-geral. E a sua herança mostra como o processo de nomeação não necessita de corporativismo
Para lá da lei, foi Cunha Rodrigues que definiu o cargo de procurador-geral. E a sua herança mostra como o processo de nomeação não necessita de corporativismo
André Ventura insistiu, tal como no debate de quarta-feira, numa reflexão sobre a nomeação de vários altos cargos do Estado, nomeadamente a PGR.
A nossa história é marcada por momentos de resistência, determinação e visão, reflexo de uma postura precursora e visionária que sempre nos caracterizou. Enfrentámos desafios com uma perspetiva inovadora, antecipando tendências e moldando o futuro do Ministério Público e do Sindicalismo Judiciário.
Esta é uma história de egos enormes e uma soma de denúncias; da Odebrecht e do dossiê Isabel dos Santos; de Mexia, Pinho e do enigmático Príncipe; dos milhões a devolver ou talvez não; dos clamores públicos e das perseguições; do telemóvel da discórdia e o parecer do interessado Germano. E ainda dos desembargadores chateados e dos documentos sigilosos; das alfinetadas matreiras e, afinal, para que serve o Conselho Superior da Magistratura.
Não se fazem reuniões discretas para não se discutir coisa nenhuma, para não se procurar nenhum tipo de consenso ou abrir nenhum tipo de portas. E, ao contrário do que parece agora defender-se, isso é bom e os portugueses agradecem.
Sem ofender a memória de pessoa falecida, Pinto Monteiro ia demolindo a credibilidade do MP, não fossem algumas bolsas de resistência. Nunca a separação de poderes viveu com tantos achaques como nesses anos.
Os interesses mais profundos do Estado e de um país dependente do dinheiro angolano a muitíssimos níveis, impuseram-se a qualquer tipo de consideração ou necessidade de ter um MP forte e independente. Sobretudo a partir do momento em que Joana Marques Vidal deixou claro que não ia deixar de investigar os processos de Angola.
Neste caso, tenho zero dúvidas sobre a utilidade de transcrever escutas como as que vimos, envolvendo António Costa na decisão do caso da TAP e da guerra com a ex-CEO. O que eu penso sobre isso, porém, pouco interessa se não for suportado em factos.
Começou por ser batizada como Amigos dos Amigos, mas o nome não vingou e hoje toda a gente a conhece como Operação Face Oculta. Um novo livro, sobre a vida do investigador da PJ que liderou esta investigação ("Insubmisso, Memórias de um Polícia"), revela agora todos os bastidores de um caso em que o então primeiro-ministro José Sócrates e vários comparsas montaram um plano para controlar a TVI e os jornais Público e Correio da Manhã.
Lucília Gago foi escolhida pelo PS, através de um conjunto de contactos feitos, no essencial, pela então ministra da Justiça, Francisca Van Dunem, e pelo próprio António Costa. Muita gente rejubilou quando o nome de Lucília Gago emergiu.
Uma queixa e um relatório revelam os canais, os momentos e a forma como Isabel dos Santos se terá apropriado de muitos milhões de euros do Estado angolano.
A campanha política contra o Ministério Público mostra como é frágil o verniz do “à Justiça o que é da Justiça”. Mas ter a procuradora-geral a ajudar à festa é mesmo grave.
Tempos de espera de cirurgias a aumentar, autocarros que não chegam, rumores sobre renúncia do papa e o vencedor do concurso O Último a Rir
Foi proposto para PGR pelo Governo de Sócrates e aceite por Cavaco Silva. O magistrado tinha 80 anos.
O antigo seleccionador dispara para todos os lados e diz que o incidente que teve com os médicos do controlo antidoping, em 2010, foi um caso político que terá envolvido o ex-primeiro-ministro, José Sócrates. Fala ainda da infância e dos seus encontros com Mandela.