Sábado – Pense por si

A lagartixa e o jacaré

O Estado da Nação sofrível, mas sem esperança

As pessoas estão a ser empurradas para um quotidiano infeliz, pobre de saber, barato mas medíocre, com muita distração sem satisfação, em que uma identidade sem identidade disfarça-se de agressividade para criar fronteiras do ser, que são pouco mais do que papel pintado, buzinadelas, gritos guturais, violência doméstica e machismo nos cafés reais e nos cafés das redes sociais.

Count Binface é a criação de Jonathan Harvey, de 46 anos. Já participou em diversas eleições
Francisco Máximo Gaié

A lata do lixo contra Farage

Há candidatos que parecem vir das estrelas. Count Binface diz que vem do espaço, quer um lugar em Westminster e, para isso, precisa de vencer o líder do Reform UK.

Fedorov e o dilema ucraniano

A "guerra assimétrica" com que a Ucrânia mudou a equação da agressão russa tinha em Fedorov uma das principais cabeças. A inovação tecnológica foi fundamental, mas Sirsky representa o lado mais pragmático e rígido de encarar o sacrifício militar. A queda do jovem ministro da Defesa mostrou que Zelensky percebe que uma guerra, mesmo com estes dados novos, continua ser uma guerra feita por militares. A Ucrânia já mostrou que consegue resistir a tudo. Resistirá, pois, a mais esta crise traumática.

O primeiro-ministro, Luiís Montenegro, no evento de lançamento do AMALIA no início deste mês
Francisco Máximo Gaié

Os delírios de AMALIA, a IA portuguesa

O primeiro modelo de inteligência artificial português já está disponível. A SÁBADO testou-o, mas a IA portou-se mal: errou, inventou factos e nomes, alterou a História de Portugal, criou disparates e perfeitas alucinações. Divertido? Sim, mas um embaraço.

Os segredos da vida financeira de Salazar
Marco Alves

Dinheiro, gastos e benesses do Estado. Os segredos da vida financeira de Salazar

A preços atualizados, tinha 113 mil euros no banco quando morreu, além de prata, ouro, casas e terrenos, que hoje valeriam milhões. Poupado e com salário de €8.450 (preços de hoje), beneficiou de viver 31 anos numa casa oficial. Recorreu a funcionários e meios públicos para assuntos pessoais, o Estado gastou €1,9 milhões na sua doença e atribuiu-lhe um salário vitalício.

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