Diretor da PSP diz que polícia que matou Odair Moniz continua suspenso de funções
Luís Carrilho diz que é preciso esperar pelo processo disciplinar e que a sentença transite em julgado.
Luís Carrilho diz que é preciso esperar pelo processo disciplinar e que a sentença transite em julgado.
"É uma validação de que a morte das pessoas negras e pobres da classe trabalhadora não constitui uma perda social”, diz Flávio Almada.
"Ponderamos recorrer da decisão", disse o advogado, acrescentando que, no seu entender, ter-se-ia "feito justiça" se Bruno Pinto tivesse sido absolvido por "aplicação do princípio da legítima defesa putativa".
O tribunal deu como provado que Odair Moniz não transportava nenhuma faca consigo.
Ao longo do julgamento foram ouvidas várias testemunhas, incluindo agentes da PSP que estiveram na Cova da Moura na madrugada da morte, vizinhos que assistiram ao momento e inspetores da Polícia Judiciária que participaram na investigação.
Considera que o agente não agiu em legítima defesa
Cláudia Soares disse ao tribunal: “É a minha convicção que não existiu uma arma branca”.
Ao longo do julgamento testemunhas asseguraram que Odaír não tinha qualquer faca na mão quando foi atingido pelo agente Bruno Pinto, que por sua vez alegou que acreditou que quando disparou Odaír o estava a ameaçar com uma faca.
Segundo relatório da Amnistia Internacional.
Em causa exames periciais à faca encontrada no local do crime.
Na primeira sessão de julgamento o agente da PSP Bruno Pinto, que está acusado de homicídio, tinha garantido que viu uma lâmina na mão de Odair Moniz.
O Tribunal Central de Instrução Criminal, em Lisboa, ilibou em 16 de fevereiro por falta de provas dois agentes da PSP acusados pelo MP de falsidade de testemunho.
Luís Neves irá suceder a Maria Lúcia Amaral, que apresentou a sua demissão no início de fevereiro, e tomará posse na segunda-feira.
Julgamento decorre no Tribunal de Sintra.
Garcia Pereira solicitou também a instauração de um inquérito-crime contra André Ventura.
Odair Moniz morreu no dia 21 de outubro de 2024 no bairro da Cova da Moura, depois de ter sido baleado pela polícia. Julgamento do agente da PSP arrancou esta quarta-feira.