
Partos na rua? "Só quem sabe o que está a fazer é que pode ajudar"
À SÁBADO duas especialistas em enfermagem obstétrica deixam alguns conselhos que devem ser tidos em conta caso uma grávida entre em trabalho de parto e o socorro não chegue.
À SÁBADO duas especialistas em enfermagem obstétrica deixam alguns conselhos que devem ser tidos em conta caso uma grávida entre em trabalho de parto e o socorro não chegue.
Os dois projetos de lei que baixaram à nona comissão, sem votação, são do CDS-PP e do Livre. O primeiro quer revogar a lei que define um enquadramento legal para o conceito de violência obstétrica e o segundo pretende que esta lei não desapareça e que seja alargado o conceito de violência obstétrica.
Observatório de Violência Obstétrica recorda que nos últimos 20 anos chegaram mil queixas de violência obstétrica. Esta sexta-feira, o Parlamento debate a revogação da lei que punia estes atos.
O Expresso noticiou hoje que um bebé nasceu prematuro numa ambulância mas acabou por morrer após a admissão na Urgência Obstétrica do hospital de Leiria.
Porque se altera a lei da violência obstétrica?
Portugal foi primeiro da Europa a aprovar uma lei que punia a violência obstétrica, mas nem quatro meses passaram e o parlamento volta a discutir mudanças à lei que a podem matar. Associações criticam, mas a classe médica já tinha criticado a sua aprovação.
PSD considera que conceito de violência obstétrica é lato e vago e que a sua aplicação poderia criar "um inaceitável estigma sobre profissionais de saúde".
Newsletter de terça-feira
A Ordem dos Médicos pediu a revogação da nova lei relativa aos direitos na gravidez e no parto. À SÁBADO, o bastonário da classe fala na criação de um observatório independente e na necessidade de diálogo. Associações de defesa das mulheres no parto apontam o dedo à falta de profissionais que leva a medicalização excessiva do nascimento.
Observatório de Violência Obstétrica acredita que os impedimentos se devam aos projetos de lei relativos ao acesso de estrangeiros ao Serviço Nacional de Saúde, apesar de não haver novas regras em vigor.
Quase 15% das mulheres afirma que a experiência de parto afetou negativamente a sua vontade de ter filhos no futuro. Estes dados demonstram a necessidade de uma reflexão ainda mais profunda sobre as práticas obstétricas.
A mulher, com hemorragias após sofrer um aborto espontâneo, viu hoje negada a assistência no hospital de Caldas da Rainha, cuja urgência obstétrica estava encerrada, e apenas foi atendida após insistência do CODU e dos bombeiros, disse o comandante da corporação.
Em causa está uma mulher que sofreu um aborto espontâneo e que estava com uma hemorragia à porta do hospital, mas foi obrigada a ligar para o 112.
No início do mês, a ULSAS indicou que, em maio, o serviço de urgência de obstetrícia e ginecologia do hospital Garcia de Orta apenas atenderia no período noturno (entre as 20h e as 8h) mulheres que estivessem referenciadas, de acordo com uma Deliberação da Direção Executiva do SNS.
No caso da "urgência Ginecológica/Obstétrica e bloco de partos, encerra para o exterior, das 9h da manhã de sexta-feira, dia 17 de maio, até às 9h da manhã de segunda-feira, dia 20 de maio".
A advogada, que dá apoio a vítimas deste tipo de violência, denuncia a falta de compreensão por parte de alguns profissionais de saúde e diz que temos um excesso de cesarianas em Portugal.