Ultradireita, o documentário de Joana Marques e um roteiro pelo Brasil
Newsletter de segunda-feira.
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Podia "Culpada ou Indecente?" (já disponível na Prime) ser um documentário pertinente sobre a incapacidade de nos rirmos de nós próprios ou sobre como nos levamos demasiado a sério? Podia, mas não é: é só auto-promoção redundante.
O resultado que o Chega desejava, punir um dos raros polícias que o contrariou no âmago das suas declarações falsas sobre imigração e criminalidade, está adquirido: “queimou” Luís Neves, tornando muito difícil a sua permanência no Governo.
Tudo empancou e a verificação de segurança de que a prova e a nota são mesmo do aluno X vai acabar no armazém. Tudo isto mostra uma coisa que o deslumbramento tecnológico esconde, com enormes estragos, a de que há certas coisas que são melhores, mais eficazes se feitas de forma analógica e outras de forma digital, e a sabedoria está em perceber essa diferença.
Um vislumbre do que promete ser o grande regresso do pequeno Smart de dois lugares aconteceu em Roma, palco de ruas apertadas e trânsito caótico. O contexto ideal, portanto. Adeus Fortwo, olá #2.
Uma democracia, por definição, precisa de cidadãos autónomos capazes de se autogovernarem. A cultura do medo corrói estas virtudes democráticas até só restar um rebanho temente e obediente, o sonho húmido de qualquer tirano.
Se for um manual técnico, um livro que beneficie do hipertexto, uma mensagem curta, etc. fazê-lo num meio digital é uma enorme vantagem. Mas para ler em certas idades ou ler ficção ou poesia noutras é mau. O olhar humano tem limitações, precisa de espaço para ver e folhear não é replicável num ecrã.
O que Israel está a fazer, negando qualquer aceitação da solução da ONU dos “dois estados”, é incentivar o terrorismo dos colonos, ilegalmente existentes em território da Autoridade Palestiniana, e assim destruir qualquer possibilidade de se viver em grande parte da faixa de Gaza ou no sul do Líbano, pelo arrasar de aldeias e cidades.
A democracia portuguesa é liberal, mas no dia a dia muitas pessoas vivem em micro “regimes” iliberais. As universidades portuguesas são um exemplo.
O orçamento milionário (130 a 170 milhões de euros) não o livra das suspeitas de que será um retrato embelezado, e não fidedigno, da vida de Michael Jackson. Estreia dia 23 nos cinemas.
O novo modelo é o maior e mais ambicioso da Smart até à data. E prova que a marca está pronta para entrar no território dos SUV familiares elétricos com espaço e autonomia para dar e vender.
Videovigilância preditiva com inteligência artificial: arquitetura tecnológica, implementações reais, enquadramento jurídico europeu e as tensões irresolvidas entre segurança pública e liberdade individual.
Surgem dissidências à direita da direita, cada vez mais extremas e cada vez menos eleitoralmente viáveis, como frutos que caem da árvore antes de maduros.
No filme, nomeado para dois Óscares, o cineasta de "Antes do Amanhecer" e "Boyhood" viaja até à fase dourada do American Songbook, num biopic de uma personagem fascinante. Estreia quinta, 26.
Tal como os macacos, também rejeitamos sem razão. Afastamo-nos do que sentimos como diferente numa reacção primária, movida pelo medo de não pertencer, de não ser reconhecido, de ser excluído sem explicação.